quarta-feira, 28 de Outubro de 2009


O artista
recebe
dia 06 de Novembro de 2009, sexta, às 18h00,

no espaço

a visita de um grupo deinvestigadores de váriasuniversidades que integram o
1º encontro do grupo de investigação em Museum Studies

coordenado pela Profª Raquel Henriques da Silva e Lúcia Almeida Matos


à exposição

o passado também se inventa,
Museu de Arte Popular






(...) Museu em vias de extinção, testemunho presente de um passado político e artístico,
(...) cai o projecto modernista do Museu de Arte Popular e apaga-se mais um dos últimos vestígios contemporâneos relacionados com a Exposição do Mundo Português e que retratava algumas das estratégias da Política de Espírito levada a cabo no período do Estado Novo.
P.M. out. 09




Programa:

o6 de Novembro de 2009 _ 6ªfeira _ 18h00_1º encontro do grupo de investigação em Museum Studies_visita a exposição com Paulo Mendes

13 de Novembro de 2009 _ 6ªfeira _ 14h30_Escola Superior Artística do Porto_visita a exposição com Paulo Mendes

14 de Novembro de 2009 _ sábado _ 17h00_Conversa sobre o trabalho de Paulo Mendes

>>>

Informações:

Patente até 21 de Novembro
Horários _ Sábado das 15H30 às 19H30
Programador convidado _ José Maia
Programação do espaço _ André Sousa e Mauro Cerqueira

Visitas por marcação
Paulo Mendes (artista) tel _ 936396964
José Maia (programador convidado) tel _ 93 32 88 141

Design _ André Sousa e Mauro Cerqueira
Organização _ André Sousa e Mauro Cerqueira, Paulo Mendes e José Maia

Apoio _ Plano 21 _ Associação Cultural


Rua dos Caldeireiros 77
4050-140 Porto
Portugal
(+351)919272115
(+351)917910031






sexta-feira, 23 de Outubro de 2009


projecto

ACERCA DE QUEM FAZ O QUE PERMANECE

06 e 07 NOV 2009_ Stand 54 m²

O projecto “ACERCA DE QUEM FAZ O QUE PERMANECE” parte de quatro experiências singulares no contexto de arte contemporânea e do design, como elemento aglutinador de propósitos de divulgação da produção artística (…)exposições de trabalhos visuais, de vídeo e instalação (…) conferências / debate neste mesmo ambiente, com oradores convidados.

06 NOV

10:00 – 20:00_ Projecção vídeo e exposição

18:00_Conferência por José Manuel Santos Maia


07 NOV

10:00 – 20:00_ Projecção vídeo e exposição

14:30_Conferência por Masc Foundation, (Viena, Áustria _ http://www.masc.at/)










O espaço

Uma Certa Fala de Coerência
inaugura dia 30 de Outubro de 2009, sexta, às 22h00,
na Rua dos Caldeireiros, 77, Porto

apresenta
o passado também se inventa, Museu de Arte Popular

uma exposição de Paulo Mendes

comissariada por JOSÉ MAIA

fotografia de Daniel Pires

Partindo da referência a um Museu em vias de extinção, testemunho presente de um passado político e artístico, será construída uma nova instalação que percorre o espaço precário e degradado onde acontece a exposição. Situação que convoca paralelismos com a do referido Museu, onde decorrem obras visando transformar o espaço numa evocação da língua portuguesa, num novo Museu. Por despacho anula-se um Museu e outro reaparece no mesmo local obedecendo aos propósitos do momento político, carregado de adjectivos globalizantes acerca de uma suposta língua comum. Ao peso da universalidade da língua portuguesa cai o projecto modernista do Museu de Arte Popular e apaga-se mais um dos últimos vestígios contemporâneos relacionados com a Exposição do Mundo Português e que retratava algumas das estratégias da Política de Espírito levada a cabo no período do Estado Novo.

P.M. out. 09




A exposição

o passado também se inventa, Museu de Arte Popular

integra a série de trabalhos S de Saudade.

Este conjunto de trabalhos foi sendo desenvolvido entre 2007 e 2009 e foi apresentado, sempre com a introdução de novos trabalhos, em quatro exposições individuais

S de Saudade, Retratos da vida portuguesa na Galeria Reflexus (2007)
S de Saudade, O Passado e o Presente no projecto IN.TRANSIT (2008)
S de Saudade, Diorama da nossa História Natural no Museu do Neo Realismo (2008)
S de Saudade, au hazard Salazar no Museu Nogueira da Silva (2009)




Informações:
Exposição: individual de artes plásticas
Título da exposição: o passado também se inventa, Museu de Arte Popular

Artista: Paulo Mendes _ www.paulomendes.org


Programa:

Inauguração: 30 de Outubro de 2009, sexta, às 22h00,

Conversa: 14 de Novembro de 2009, sábado, às 17h00

Conversa sobre o trabalho de Paulo Mendes


Local: Uma Certa Fala de Coerência, Rua dos Caldeireiros, 77, Porto
Patente até 21 de Novembro
Horários: Sábado das 15H30 às 19H30


Programador convidado: José Maia
Programação do espaço: André Sousa e Mauro Cerqueira
Entrada: livre
Visitas por marcação:Paulo Mendes (artista), tel: 936396964

José Maia (programador convidado), tel: 93 32 88 141


Mais informação: Paulo Mendes (artista), tel: 936396964

José Maia (programador convidado): tel: 93 32 88 141


Design: André Sousa e Mauro Cerqueira
Organização: André Sousa e Mauro Cerqueira, Paulo Mendes e José Maia

Apoio á produção PLANO 21 associação cultural+ Blues Photography Studio+Carla Filipe


Contactos: Uma Certa Falta de Coerência
Rua dos Caldeireiros 77
4050-140 Porto
Portugal

(+351)919272115
(+351)917910031

Mail: acertainlackofcoherence@gmail.com
Site: http://umacertafaltadecoerencia.blogspot.com/

+ info sobre expo _ www.paulomendes.org

+ http://josemsmaia.blogspot.com/


Imagem: PAULO MENDES

Museu de Arte Popular 1948-2009

2009

Grafite sobre papel

42x59 cm



PAULO MENDES
www.paulomendes.org

Nasceu em Lisboa em 1966. Trabalha em Lisboa e no Porto.

Artista plástico de formação, comissário de exposições e produtor de projectos culturais. Fundador e membro da direcção da PLANO 21.associação cultural (www.plano21.net).

Apresenta o seu trabalho individualmente e em colectivo desde o início da década de 90.

A contaminação entre as várias disciplinas - visuais e performativas - e a diversidade de suportes usados caracterizam o seu trabalho.

Participou e comissariou numerosas exposições, independentes e institucionais, que marcaram o desenvolvimento do trabalho de uma nova geração de criadores.

O seu trabalho foi apresentado colectivamente ou individualmente em exposições como: IMAGENS PARA OS ANOS 90 (1993 / Fundação de Serralves e Culturgest), DO IT YOURSELF-FAÇA VOÇÊ MESMO (1993 / Galeria Quadrum), MADE IN PORTUGAL - VISITE O AMBIENTE MODELO (1993 / Galeria Graça Fonseca), ESPECTÁCULO, EXÍLIO, DERIVA, DISSEMINAÇÃO: UM PROJECTO EM TORNO DE GUY DEBORD (1995 / Metalúrgica Alentejana), PENINSULARES (1995 / Galeria Antoni Estrany, Barcelona), GREENHOUSE DISPLAY (1996 / Estufa Fria), MAIS DO QUE VER (1996 / 3.ª Jornadas de Arte Contemporânea do Porto / Moagens Harmonia), X-RATED (1997 / Galeria ZDB), II BIENAL DE FAMALICÃO - EM TORNO DE CAMILO (1997 / Fundação Cupertino Miranda), O IMPÉRIO CONTRA ATACA (1998 / Galeria ZDB e Capella de L’Antic Hospital de la Santa Creu, Barcelona), KARAOKE LIFE PROJECT /#2 KALEIDOSCOPE FRENZY (1999 / Galeria João Graça), MISTURA + CONFRONTO (2001 / Central Eléctrica do Freixo), VENEER / FOLHEADO (2003 / Catalyst Arts, Belfast), COMO SI NADA, COLECCIÓN JUAN REDÓN (2003 / Fundació Foto Colectania, Barcelona), SCHIZOLIFE SYSTEMS (2004 / CAPC), OBRAS DA COLECÇÃO DE IVO MARTINS (2004 / Culturgest -Porto), PORTUGUESE SCREEN VIDEOART SHOWCASE (2005 / Video Art Festival LOOP’05, Palau Robert e Galeria Llucià Homs, Barcelona e Museu do Chiado), PLAYTIME RESEARCH COMPLEX (2006 / Solar Galeria de Arte Cinemática), S DE SAUDADE, RETRATOS DA VIDA PORTUGUESA (2007 / Galeria Reflexus Arte Contemporânea), S DE SAUDADE, DIORAMA DA NOSSA HISTÓRIA NATURAL (2008 / Museu do Neo-Realismo)

Comissariou entre outros projectos independentes: ZAPPING ECSTASY (1996 / CAPC), (A)CASOS (&) MATERIAIS (1998-99 / CAPC), PLANO XXI / PORTUGUESE CONTEMPORARY ART. CINEMA & MUSIC (2000 / Glasgow), PROJECTOS W.C.CONTAINER e IN.TRANSIT (1999 a 2009 / Edifício Artes em Partes).

Entre os projectos comissariados mais institucionais podem-se destacar: ANATOMIAS CONTEMPORÂNEAS (com Paulo Cunha e Silva / 1997 / Hangar K7 Oeiras), URBANLAB_BIENAL DA MAIA_2001 (2001 / Maia) e PROJECTO TERMINAL (2005 / Hangar K7 Oeiras).

Para além do carácter performativo de alguns dos seus projectos apresentou no âmbito da programação do Porto 2001 a instalação / performance COPY.PASTE (concepção conjunta com João Galante) e em 2004 com António Olaio concebeu e interpretou a performance KEN I BE MATISSE? Apresentada no Grande Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Concebeu em 2004 a cenografia e adereços para a peça de teatro

O DESPERTAR DA PRIMAVERA de Frank Wedekind, apresentada no TECA (Teatro Carlos Alberto / Teatro Nacional São João, Porto)

O seu trabalho encontra-se representado em diversas colecções privadas e públicas nacionais e internacionais como a Fundação de Serralves, Fundação Ilídio Pinho, Fundação PLMJ, Fundação Portugal Telecom ou o Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC) em Espanha.




domingo, 18 de Outubro de 2009




No final do mês de Outubro, será publicado em Portugal pela "Imprensa da Universidade de Coimbra" e no Brasil pela "Lex editora" o livro A crise financeira internacional de Fernando Alexandre (UMinho), Ives Gandra Martins (UMackenzie), João Sousa Andrade (UCoimbra), Paulo Rabello de Castro (SR Rating) e Pedro Bação (UCoimbra) – ver biografia breve dos autores e a Nota Prévia que abre o livro >aqui















Os Republicanos

por João Sousa Cardoso

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009



Os Republicanos é uma instalação, que se pode descrever como sendo de imagens fotocopiadas coladas nas paredes de um espaço expositivo, oUma Certa Falta de Coerência, pertencente ao circuito das artes contemporâneas da cidade do Porto, coordenado por André Sousa e Mauro Cerqueira. Esta exposição foi comissariada por José Maia e é como que uma segunda parte de uma exposição anterior intitulada A Terceira República. Não falaremos tanto da exposição, pois faltam-nos os instrumentos mais correctos, mas se nos atrevemos a tal é por a exposição ser acompanhada, complementada, transportada (já veremos qual a palavra mais correcta) por uma publicação, que partilha o título. Os Republicanos é também um jornal... ou além disso...
O gesto interessante, a dimensão performática, de instalação, que dá a esta publicação a aura de continuidade da exposição, acontece por um simples dispositivo, mas que ganha contornos “mágicos” na sua execução. Uma vez que as folhas são impressas a uma cor apenas, o vermelho, e a instalação no Uma Certa Falta de Coerência é iluminada por uma plúmbea luz vermelha eléctrica, acontece que, no próprio local, as imagens da publicação são “apagadas” (anuladas), tornando-se apenas visíveis fora da instalação (
revelando-se fora dessa sala). É como se pudéssemos apenas visitar a câmara do Atlas composto por João Sousa Cardoso – a palavra Atlas deverá remeter tanto para o trabalho do historiador de arte Aby Warburg como para o compêndio de trabalho do pintor alemão Gerard Richter – e fôssemos obrigados a compreender a disposição das imagens, a sua cartografia própria, o modo como cada uma delas se relaciona numa parede, entendida como plano de composição constituindo uma unidade de leitura pertinente, e consequentemente cada sala, cada piso e, finalmente, o espaço/instalação como um todo, sem que possamos pensar na sua eventual reestruturação num veículo portátil, arquivável, transmissível. E apenas a saída desse espaço fundasse a sua própria rememoração possível no corpo da publicação. Assim,Os Republicanos-publicação passa a ser a memória possível, a relativa cristalização, uma tentativa de escrita, d’Os Republicanos-instalação, necessariamente mais fluida, entrosada na percepção líquida e flutuante do seu visitante, uma perfomatividade mais “oral”, por assim dizer.
Não é por acaso que tenha recorrido à palavra “Atlas”, sobretudo pelas inflexões de Warburg e Richter. No que diz respeito ao primeiro, prender-se-á com a dimensão de se tratarem de materiais de trabalho que visariam uma discursividade arquivística-histórica, que permitisse uma construção de uma memória pautada por uma qualquer categoria que esteja operativa no momento do próprio acto de rememoração. Isto é, o arquivo, existindo, permite que a cada um dos actos rememorativos, dependendo do que o pauta, possa seguir uma narrativa nova. Quanto a Richter, não deixam de ser materiais de trabalho, fundamentos de utilização posterior, mas em que o discurso se permite a uma mais livre revisitação e reinvenção das formas, da associação livre de conceitos, de um acto mais criativo (ficcional, até?) da memória.
Os Republicanos não deixa de ser umo certo retrato do “político”, que tanto pode partir da escala da ideia local (de Porto a Portugal) até à da internacional e mesmo mundial, e desde o estritamente político-partidário/ideológico à ideia da cidade global, abrindo-se ao círculo completo da “cultura”, da intelectual à pop, provocando todo o tipo de associações possíveis.
Comissariado por José Maia, não é de estranhar as afinidades electivas entre os trabalhos de Cardoso e os de
Maia: presença de imagens múltiplas que permitem associações, ausência de comentário, apresentação de arquivos que apontam a um momento de desconforto cultural e político da história de Portugal (o colonialismo, tema recorrente em Maia). Cardoso rasga um panorama mais geral do que Maia, sem que isso permita fazer qualquer tipo de hierarquia. Não se trata de uma diferença de grau, mas de natureza: Maia concentra-se num episódio fulcral da construção da identidade portuguesa – ou da crise de identidade contemporânea; Cardoso abre o seu panorama a uma circulação livre entre todo o mundo. Apesar do aspecto “pobre” da instalação (em suma: fotocópias de fotografias de jornais e revistas e cartazes – retiradas da internet, explica-se – coladas às paredes por autocolante, de uma forma tosca e aparentemente ao acaso),
Os Republicanos parece abrir-se – através da associação livre de temas, círculos, disciplinas, contextos – ao infinito.
O sub-título da publicação, “Um jornal de actualidades”, aponta de imediato para essa problemática dos significados: afinal, “actualidades” é usualmente termo de notícias frescas do dia. Duas leituras se aventam possíveis, aqui.
Por um lado, poderá surgir como uma crítica lateral, não panfletária, irónica, ao modo como o jornalismo contemporâneo é conduzido: a ideia de
infotainment cada vez mais divulgada entre os noticiários televisivos, a emergência de certas notícias (usualmente relacionadas com processos envolvendo políticos) nos períodos eleitorais, os aproveitamentos políticos por quaisquer faits divers (aliás, os faits divers têm uma dimensão desde logo curiosa na construção dessa identidade “actual”, mais rapidamente sendo esses os “temas de conversa”, os domínios “fracturantes” e que, por isso mesmo, lançam uma rede de relações identitárias), a notícia-vídeo (isto é, algo que se torna notícia não pelo seu peso informativo intrínseco mas pela existência de documentação filmada, depois divulgada vezes sem conta), e até mesmos as estratégias da divulgação das notícias sob uma forma cada vez mais atomizada (como se constata pelo estilo do jornal diário I e a forma destaccato do Jornal da Noite da SIC).
Por outro lado, a total acessibilidade de canais de informação e divulgação permitidas pela internet, e os instrumentos que tanto servem de canal de primeira mão como de reinvenção (penso no Youtube, em primeiríssimo lugar), quase torna qualquer facto que desconheçamos, por mais recuado que possa ser – uma entrevista televisiva a um
rocker em 1978, uma newsreel de 1929, um documentário sobre a II Guerra Mundial (como a recente série televisiva, com materiais filmados na época, World War II: The Holocaust) –, numa “actualidade”. Cardoso, colocando a fotografia do tiranicídio de Moussolini lado a lado com uma outra do incêndio no Chiado de 1988, outra de Catarina Furtado e Carlos Malato, e ainda a capa do jornal parisense L’Aurore de 13 de Janeiro de 1898, com o famoso “J’Accuse” de Zola em torno do caso Dreyfus, quer provocar sobre nós tanto uma certa capacidade de associação e emergência de sentido como a sua própria crítica. O que é importante e o que é banal? Encontramos fotografias de uma piscina, de um salmão, uma página de uma fotonovela, de anúncios, de uma escadaria de metro com os azulejos de Maria Keil, uma foto promocional dos Heróis do Mar e outra do próprio João Sousa Cardoso com colegas de um projecto performático. A ideia de “memória colectiva” parece ser gozada, como se o nome de Mário Soares tivesse o mesmo peso que o de Quique Flores na memória nacional. Como se o agrupamento da Conferência dos Açores (Barroso, Blair, Bush e Aznar) cumprisse o mesmo papel que o dos Heróis do Mar. Escrevo “como se”, seguido do conjuntivo, pois falho na apreciação que Cardoso quer fazer passar: são iguais, são de facto idênticos no seu peso.
A assinatura do Tratado de Lisboa, Serge Gainsbourg e Jane Birkin, a morte de Orfeu de Dürer (curiosamente, uma das imagens trabalhadas e estudadas por Warburg, reforçando os laços da nossa associação feita acima), Rui Reininho aos 20 anos, Álvaro Lapa, Zidane após a cabeçada, Nelson Évora depois da conquista da medalha olímpica, o enterro de Buíça, a escultura de Cutileiro no Parque Eduardo VII...
O que é importante e o que é banal? A resposta torna-se agora menos retórica, e menos vazia, ao mesmo tempo que se descobre que perde todo o sentido. Todas estas imagens são públicas, são coisas. São “coisas públicas” e nada mais para além disso.
Nota final: agradecimentos a Mauro Cerqueira, pelo tour e a publicação. Para mais informações, ver Uma Certa Falta de Coerência.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009


Inauguração / Opening
10 OUT 2009
22h / 10pm

www.exteril.com

metro: Marquês de Pombal ou Faria Guimarães



· Os Republicanos

· João Sousa Cardoso

A instalação de João Sousa Cardoso no A Certain Lack of Coherence, no Porto, é uma meditação acerca do corpo plebeu

É com Caravaggio, em finais do século XVI, que o corpo plebeu entra definitivamente na história da pintura. Os ecos desse gesto nunca mais deixaram de se fazer sentir, tornando irreversível a presença dessa carnalidade no campo da cultura. Obras tão distintas como as de Pasolini e de Warhol, as de Costa e de Tillmans, podem ser lidas a partir desse instante em que a arte se tornou, de facto, participada pelo povo, então travestido numa qualquer personagem religiosa, hoje protagonista dos seus próprios instantes de fama, sobretudo associados à mediatização da sua imagem.

A exposição "Os Republicanos", de João Sousa Cardoso (Vila Nova de Famalicão, 1977), constitui uma meditação acerca desse corpo plebeu, colocando em evidência, através do uso de fotocópias a preto-e-branco instaladas nas paredes com recurso a fita-cola castanha, diferentes formas da sua manifestação, sejam elas políticas, históricas ou artísticas. A mostra forma um díptico com "A Terceira República", apresentada, em 2007, num outro espaço gerido por artistas, o Mad Woman in The Attic. Tal como nessa ocasião, a proposta actual pode ser lida a partir de um procedimento cinematográfico, o "travelling", esse acto moral de que falava Jacques Rivette a propósito de um plano de "Kapo", de Gilles Pontecorvo - este problema é também central na obra de Jean-Luc Godard.

A viagem proposta por João Sousa Cardoso através das salas do A Certain Lack of Coherence, numa proposta integrada num programa expositivo delineado por José Maia, é banhada numa intensa luz vermelha, que sublinha a tensão, ou o frágil equilíbrio, entre a libido e o terror, figuras limites de uma exposição onde o desejo se confronta com a morte - veja-se, por exemplo, a imagem do participado funeral do regicida Manuel Buíça, que, a 28 de Janeiro de 1908, quatro dias antes de ter assassinado D. Carlos I, escrevia uma carta-testamento na qual pedia que, caso fosse morto, educassem os seus filhos "nos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade" com os quais comungava.

A exposição abre com duas imagens de grandes dimensões, numa espécie de campo/contra-campo, na qual se observam, numa, o corpo de Mussolini, morto e pendurado no Piazzale Loreto, em Milão, e, na parede oposta, um instantâneo tirado durante a rodagem de "Trás-os-Montes", de Margarida Cordeiro e António Reis - nela, observa-se o director de fotografia Acácio de Almeida a realizar um "travelling" em cima de uma bicicleta. Na mesma sala é ainda visível uma fotocópia da pintura "São João Baptista"(1599-1600), de Caravaggio. A queda do fascismo, a reinvenção do cinema, o pós-revolução de Abril, a entrada do corpo plebeu, republicano, no território da arte constituem possíveis pontos de partida para uma mostra que atravessa as diferentes salas do A Certain Lack of Coherence numa montagem inspirada quer nos baixos-relevos dos frisos jónicos e coríntios - as histórias neles contadas podem ser vistas como uma espécie de proto-cinema -, quer no "Mnemosyne-Atlas", concebido por Aby Warburg entre 1924 e 1929.

A sucessão de imagens culmina no primeiro andar do espaço expositivo - limpo e aberto ao público pela primeira vez nesta ocasião -, transformado numa espécie de receptáculo do inconsciente nacional. Esse contínuo de fotocópias, que muitas vezes se sobrepõem, provoca uma tensão quer durante o acto de olhar - há uma clara dificuldade em encontrar um ponto de focagem -, quer no momento de assimilação dos conteúdos, agora homogeneizados pela sua partilha de um lugar comum. Uma mesma fotografia pode também suscitar diferentes graus de leitura, como aquela em que se observa Marilyn de roupão, um momento essencial do filme "Os Inadaptados" (1961), de John Huston, no qual se aborda o tema da liberdade. Há ainda uma forte presença das mulheres na mostra, como se o artista apontasse um possível e desejado devir: Maria de Lourdes Pintasilgo, Adelaide Ferreira, Ana Deus, Hannah Arendt, Judith Butler. Um corpo feminino, filosófico e político, esse contrapondo ao mundo dos homens; uma oposição celebrada por Natália Correia em poema dedicado a Cicciolona, depois da visita desta ao hemiciclo português: "Estava o Parlamento em tédio morno/ Do Processo Penal a lei moendo/ Quando carnal a deputada porno/ Entra em S. Bento. Horror! Caso tremendo!"





terça-feira, 6 de Outubro de 2009






Os Republicanos

por João Sousa Cardoso

(inauguração)









segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

A CULTURA

"Fora dos Museus" por portoparatodos.

5. A CULTURA COMO PONTE DE EQUILÍBRIO E COOPERAÇÃO

ENTRE A COESÃO, A DINAMIZAÇÃO ECONÓMICA E A

CRIAÇÃO DE EMPREGO

(pag. 45)


O património cultural do Porto é um dos seus maiores activos. É rico tanto o

seu património material, que a classificação do Centro Histórico como Património daHumanidade reconhece simbolicamente, como o imaterial que se espelha, nomeadamente, no contributo da Cidade para a cultura nacional, nos seus mais variados domínios, das letras ao cinema, do teatro à arquitectura. O espírito empreendedor e pioneiro, que frequentemente se associa ao Porto, manifesta-se claramente neste domínio. Recorde-se, a título de exemplo, que foi na Cidade que foi fundado, em 1833, o primeiro museu de arte do País (o Museu Portuense, de que o actual Museu Nacional de Soares dos Reis é herdeiro juntamente com o Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto), como também foi no Porto que surgiu, em 1762, o primeiro teatro lírico nacional (o Theatro do Corpo da Guarda). É também o Porto uma das primeiras cidades europeias a abraçar as maravilhas do

animatógrafo, primeiro pela mão do fotógrafo amador e pioneiro português do

cinema Aurélio Paz dos Reis (1896) e depois pela da iniciativa dos irmãos Neves e Edmond Pascaud de edificarem a primeira sala de projecções da Cidade (High-Life, 1906), e é no Porto que está sedeado aquele que foi o maior clube de cinema ibérico (o Clube Português de Cinematografia – Cine-Clube do Porto, criado em 1945). É ainda no Porto que se realizam, anualmente, o primeiro festival de teatro de expressão ibérica do mundo (o FITEI), há 30 anos, e, há 27 anos, um dos sessenta mais importantes festivais de cinema do mundo e o melhor na sua categoria, de acordo com a revista Variety – o Festival de Cinema do Porto (Fantasporto). Aqui viveram/vivem e trabalharam/trabalham alguns dos melhores criadores nacionais nas mais diversas áreas e algumas das melhores escolas ‘artísticas’, de que a Escola de Arquitectura é, provavelmente, o exemplo mais completo.

Numa cidade com história como o Porto, que busca afirmar-se com identidade própria na Europa e no Mundo das cidades, a cultura deve reassumir um papel nuclear na construção de pontes e equilíbrios entre diferentes domínios de actividade da Cidade. Da filigrana do seu tecido criativo, à solidez da sua revalorização estratégica enquanto Património Mundial, a política cultural deverá ser a matriz enformadora de uma cidade diferente, mais qualificada e competitiva.

Assim será no projecto “Porto para todos”.

Em primeiro lugar, é necessário quebrar de uma vez por todas o vazio de interacção que existe neste momento entre a política da Autarquia e os agentes culturais da Cidade. Temos claro que a Autarquia deve fazer muito mais e adicalmente algo de muito diferente pela cultura na Cidade, sobretudo no tocante ao papel de valorização económica e patrimonial da mesma. Mas temos também claro que, com essa nova política, é necessário conseguir que agentes da iniciativa cultural façam muito mais pela Cidade e pela sua afirmação.

Só uma nova liderança política que veja nos agentes da cultura actores e promotores de um projecto de mudança – e não adversários que é necessário reduzir à sua dimensão de candidatos a subsídios municipais – pode vencer o vazio deixado pela actual equipa camarária e criar as condições para uma nova relação virtuosa entre Autarquia e cultura.


"Fora dos Museus" por portoparatodos.


Só uma liderança política que esteja mais interessada na promoção da diversidade, da criatividade e da capacidade de crítica da intervenção municipal e menos obcecada pela promoção da banalidade pretensamente popular pode ambicionar a uma nova dinâmica de participação dos agentes culturais no projecto colectivo de Cidade. É necessário refundar neste domínio o conceito de “interesse público” e repensar estrategicamente o investimento dos fundos – o orçamento – que o consagram, entrando num novo capítulo de Governação nesta área. A actividade cultural, como outros bens essenciais, da Saúde à Educação, não pode estar sujeita às regras de mercado; o corolário do recente desastre neo-liberal – provocado pela cega crença na autoregulação dos mercados e no demissionismo político em áreas estratégicas para a coesão e prosperidade sociais – é claro: a promiscuidade entre o interesse público e os interesses privados traz, por maioria de razão, a delapidação do primeiro e o lucro artificializado do segundo.

Neste projecto, a cultura é entendida como um acto primeiro e nobre de cidadania, presente e ao serviço de processos tão diversos como a valorização das condições de educação e qualificação da população, a renovação do associativismo local, a criação de novas actividades e novos empregos urbanos, a atracção de novos públicos e residentes à Cidade, o contributo para uma nova e mobilizadora marca identitária dos Portuenses.



"Fora dos Museus" por portoparatodos.


Entendida nesta perspectiva, a cultura não só constitui um instrumento poderoso de inclusão e de cidadania, mas representa também uma oportunidade de geração de novas formas de criação de valor económico e seguramente um suporte indispensável à fixação de empregos mais qualificados.

Para concretizar este desígnio, impõe-se organizar em rede todas as suas manifestações, das mais sofisticadas às mais populares, dos espaços mais alternativos às manifestações lúdicas de rua, estimulando aliás, mais genericamente, o desenvolvimento de uma cultura em rede com todos os cidadãos, segundo um modelo em que a Autarquia é parceiro fiável e pró activo de aventura e de aposta.

Só um modelo deste tipo pode quebrar as barreiras entre o Porto velho e o Porto novo, o Porto popular e o Porto cosmopolita, o Porto vivido e o Porto representado.

O que é importante sublinhar é que existem no terreno exemplos de práticas

pioneiras que já evidenciam a existência de pontes entre os actores da cultura

de excelência e internacionalizada e as populações e espaços da Cidade que é

necessário recuperar por via de uma política pró-activa de coesão social e

territorial.

É necessário que a Autarquia integre essas práticas pioneiras de descida das principais instituições culturais da Cidade ao terreno, potenciando-as, dando lhes visibilidade e integração, contratualizando objectivos específicos em termos de públicos e espaços (escolas, bairros, associações, etc.) a envolver nessas iniciativas.

Há, pois, condições para que a excelência da Casa da Música, de Serralves, do Teatro S. João, do Museu Soares dos Reis e outros mais não constitua apenas um factor de internacionalização, diferenciando competitivamente a Cidade num contexto em que é necessário gerir as complementaridades e sinergias com uma Área Metropolitana e uma região cada vez mais ricas e diversificadas em termos de ferta e dinâmicas culturais locais. É necessário trabalhar as oportunidades e as experiências em curso de colocação dessas instituições ao serviço da coesão social, construindo novas pontes de cooperação com as restantes instituições culturais e cívicas da Cidade e envolvendo públicos cada vez mais alargados.

Por outro lado, existem hoje no Porto dinâmicas e competências desenvolvidas nos vários níveis de ensino, em particular o universitário e o politécnico, que se revelam importantíssimos alfobres de jovens competências que

deverão encontrar no Porto, na sua dimensão cultural local mas também internacional, o espaço adequado ao cabal aproveitamento das suas potencialidades e valias individuais, colectivas e institucionais.



"Fora dos Museus" por portoparatodos.


O projecto “Porto para todos” aposta, assim, num quadro programático para a cultura que integre estas preocupações mais vastas e que não poderá deixar de ter implicações na própria estrutura do Executivo Municipal e nas prioridades da sua intervenção, sobretudo ao nível da transversalidade com as políticas de qualificação do emprego e de habitação e de urgente regeneração e aumento de competitividade.

Eis as principais frentes que organizam esse quadro programático:

1. Valorizar a actividade criativa e cultural existente e favorecer a emergência de novas iniciativas:

Apoiar os projectos desenvolvidos na Cidade, sobretudo ao nível das infraestruturas – por exemplo, criar espaços na programação das salas de espectáculos municipais (TeCA, Rivoli, Mosteiro S. Bento da Vitória, auditórios dos bairros sociais), destinando-os a actividades de grupos locais devidamente seleccionados (por concurso), e facilitar o acesso desses grupos e de projectos artísticos aos equipamentos;

_ Constituir, com apoio privado, um fundo de apoio capaz de auxiliar o desenvolvimento do Museu de Soares dos Reis, o qual poderá ter um papel importante na reabilitação do movimento artístico que no Porto se foi desenhando desde finais de oitocentos;

_ Expandir a actividade do Museu da Macieirinha, por forma a integrálo na gestão coordenada de um circuito urbano que se desenrole no tinerário do Porto Romântico (Cordoaria, Soares dos Reis, jardins do Palácio e respectivo centro de exposições na Biblioteca Almeida Garrett, Casa Tait, etc.), o que teria ainda a vantagem de apoiar indirectamente as galerias privadas da zona de Miguel Bombarda;

_ Incentivar a criação/recuperação de uma rede de pequenos cinemas de Bairro que, entregue a privados para gestão, por concurso bienal, permita promover a distribuição independente e o visionamento das cinematografias europeias e outras que escapam ao controlo quase absoluto dos monopólios (esta acção deveria ser articulada com o apoio à Casa Museu Manuel de Oliveira e com o projecto de criação de uma filial da Cinemateca com gestão utónoma);

_ Promover a reabertura do Museu da Literatura, articulando a sua acção com instituições (Fundação Eugénio de Andrade ou Casa de Guerra Junqueiro, não esquecendo outras congéneres de âmbito nacional), de forma a garantir a preservação do espólio dos grandes escritores portuenses e uma divulgação dinâmica das suas obras;


"Fora dos Museus" por portoparatodos.


_ Apoiar projectos de ocupação e recuperação de espaços em declínio ou devolutos para actividades criativas e culturais;

_ Criar serviços organizados de apoio ao empreendedorismo cultural, promovendo designadamente a facilitação dos processos legais associados às actividades criativas e culturais e disponibilizando serviços de orientação jurídica;

_ Criar condições para a consolidação e agilização das iniciativas comuns de maior relevo (por exemplo, no caso de Miguel Bombarda, apoiando a gestão integrada da área: fechar a rua ao trânsito nos Sábados de inaugurações, dinamizar actividades de animação cultural paralelas às galerias, fazer obras de renovação nos passeios).

2. Favorecer a inovação e apoiar o desenvolvimento de públicos:

_ Apoiar projectos inovadores e experimentais, através da cedência de espaços e equipamentos ou da contratação de serviços;

_ Promover uma programação cultural regular destinada às camadas sociais mais desfavorecidas, quer desenvolvendo projectos artísticos nas zonas mais desfavorecidas (bairros sociais, Centro Histórico, etc.), quer encaminhando estes públicos para as zonas mais ricas em actividades criativas e culturais (disponibilização de bilhetes para spectáculos, criação de uma estrutura flexível que permita enquadrar a ligação das escolas aos equipamentos culturais: visitas de estudo, realização de workshops, etc.);

_ Favorecer a ligação das actividades criativas e culturais a outros sectores de actividade económica, promovendo parcerias e captando novos públicos.

3. Promover a criação de redes e a visibilidade da actividade criativa e cultural da Cidade:

_ Apoiar a consolidação de redes entre os diversos agentes (empresas, equipamentos culturais, universidades e públicos) e a ligação entre estas e outras redes nacionais e internacionais;

_ Apoiar a mobilidade nacional e internacional das iniciativas;

_ Apoiar a divulgação das actividades criativas e culturais desenvolvidas através das várias edições da CMP (revistas, site, etc.) e associadas (agendas culturais, guias turísticos, etc.);

_ Destacar nos roteiros turísticos as zonas onde as actividades criativas e culturais se desenvolvem;

_ Promover e apoiar a realização de grandes eventos conjuntos (feiras, festivais, mostras...), contratando artistas e agentes locais na prestação dos diversos serviços implicados e programando estas actividades entre espaços habituais (teatros, Palácio de Cristal...) e não-convencionais (Torre dos Clérigos, bairros sociais, equipamentos municipais como cantinas, por exemplo);

_ Integrar o trabalho dos grandes nomes da cultura portuense e a sua nternacionalização no projecto de afirmação cultural da Cidade, promovendo oportunidades e meios de contacto entre tais personalidades e os jovens criadores emergentes da Cidade.

4. Relevar o Património Edificado (e o seu valor histórico e afectivo) na requalificação e aposta nos aspectos estratégicos e distintivos da Cidade – planeamento, urbanismo e actividades económicas.

_ Levantar e classificar “peças degradadas” de valor histórico, arquitectónico e urbanístico inegáveis e sua requalificação estratégica através de um programa político transversal, capaz de reforçar âncoras e/ou (re)criar centralidades;

_ Criar roteiros turísticos distintos e qualificados, dinamizadores da actividade micro-económica através da relevação do património edificado e sua integração no planeamento e regeneração de uma “nova Cidade” (ex.: Mercado do Bolhão);

_ Relevar o “Porto Património Mundial” como ferramenta essencial de energia interna da Cidade, catalisadora da sua auto-estima e relação estratégica com o exterior – Alto Douro, Minho e Galiza; aposta na qualificação, com políticas integradas como o planeamento, urbanismo, turismo e actividades económicas; aposta na atractividade da Cidade para investimento privado;

_Lançar programas, em articulação com a Igreja Católica, que permitam a requalificação do valioso património religioso e a organização de roteiros e programas culturais integráveis no perfil de valorização patrimonial, cultural e artística da Cidade.


in PORTO para TODOS de Elisa Ferreira _ pag. 45









Elisa Ferreira visita alguns dos projectos culturais alternativos e independentes existentes na cidade do Porto

(…)
No espaço de arte In.transit (Edifício Artes em Partes – Rua Miguel Bombarda, 457), a candidata realizou
um circuito de visita a alguns dos projectos culturais alternativos e independentes existentes na cidade do Porto. Elisa Ferreira quis desta forma chamar a atenção para o papel dos jovens artistas na cultura da cidade do Porto, salientando o esforço que têm de fazer para não deixarem a sua arte sucumbir à falta de apoio. Elisa Ferreira visitou a exposição de Alexandre Estrela, “Deserto acéfalo”.


"Fora dos Museus" por portoparatodos.


(…) A candidata lamentou uma vez mais que
na nossa cidade não se valorize a excelente produção artística que temos, que mais do que necessitar de apoios, necessita de divulgação. “Quando penso em cultura não me lembro de máquinas de calcular, lembro-me de gente, de imaginação, de capacidade, de juventude! O que é preciso é valorizar a diferença”.

A tarde prosseguiu com a visita ao espaço de arte “Uma Certa Falta de Coerência” (Rua dos Caldeireiros, 77) onde está patente a exposição de Nei Wong (Malásia). Neste local
é notória a dedicação de vários artistas que, apesar de se depararem com bastantes dificuldades, não desistem de criar projectos culturais inovadores para a cidade do Porto.

Uma viagem de Metro até ao Marquês levou Elisa Ferreira até à galeria de arte “Extéril” (Rua do Bonjardim, 1176), onde visitou a exposição de Marco Mendes. Neste espaço a candidata tomou conhecimento do Roteador, um projecto de José Manuel Barbosa, que consiste numa “plataforma que pretende reunir espaços alternativos / independentes que tenham como actividade central a divulgação de iniciativas artísticas e culturais”. Esta plataforma pretende criar uma “agenda cultural para fácil acesso a estes espaços”.


"Fora dos Museus" por portoparatodos.


O percurso terminou no espaço de intervenção cultural “Maus Hábitos” (Rua Passos Manuel, 178 4º), para uma mesa-redonda que contou com a presença dos inúmeros artistas que acompanharam Elisa Ferreira durante essa tarde, bem como com a participação de João Fernandes, director do Museu de Serralves. Neste debate, que se prolongou pela noite dentro,
os artistas falaram na primeira pessoa das principais dificuldades que encontram no exercício da sua profissão. O maior ênfase foi para a falta de espaços, tanto para a criação como para a exposição das suas obras, seguido da falta de divulgação dos projectos artísticos. Vários artistas salientaram também que fica muitas vezes esquecido o papel que a arte tem na educação das pessoas. João Fernandes alertou para o mesmo facto, acrescentando que se confunde cada vez mais arte (e cultura) com lazer, como se da mesma coisa se tratasse.


"Fora dos Museus" por portoparatodos.


Elisa Ferreira _ PORTO para TODOS




Cultura
no Porto para todos
Elisa Ferreira
'


O património cultural do Porto é um dos seus maiores activos. É rico tanto o seu património material, que a classificação do Centro Histórico como Património da Humanidade reconhece simbolicamente, como o imaterial que se espelha, nomeadamente, no contributo da Cidade para a cultura nacional, nos seus mais variados domínios, das letras ao cinema, do teatro à arquitectura. O espírito empreendedor e pioneiro, que frequentemente se associa ao Porto, manifesta-se claramente neste domínio.

Numa cidade com história como o Porto, que busca afirmar-se com identidade própria na Europa e no Mundo das cidades, a cultura deve reassumir um papel nuclear na construção de pontes e equilíbrios entre diferentes domínios de actividade da Cidade. Da filigrana do seu tecido criativo, à solidez da sua revalorização estratégica enquanto Património Mundial, a política cultural deverá ser a matriz enformadora de uma cidade diferente, mais qualificada e competitiva. Assim será no projecto “Porto para todos”.

Eis as principais frentes que organizam esse quadro programático:
1. Valorizar a actividade criativa e cultural existente e favorecer a emergência de novas iniciativas
2. F

avorecer a inovação e apoiar o desenvolvimento de públicos
3. Promover a criação de redes e a visibilidade da actividade criativa e cultural da Cidade
4. Relevar o Património Edificado (e o seu valor histórico e afectivo) na requalificação e aposta nos aspectos estratégicos e distintivos da Cidade – planeamento, urbanismo e actividades económicas.




(in Porto para TODOS _ Elisa Ferreira)

pelo grande amor

que tenho

a esta cidade





(…)

Estes objectivos são claros: temos de devolver ao Porto a sua auto-estima, o seu orgulho, o seu dinamismo e a sua capacidade de ser solidária. As grandes prioridades estão definidas: voltar a criar emprego no Porto, re-habitar e reabilitar as nossas casas, gerar na cidade padrões de qualidade de vida – dos serviços aos transportes, da qualidade ambiental à gestão do espaço público – que façam da Cidade um lugar particularmente apetecível para se viver.

A cultura, a ciência e a educação são, neste contexto, vectores estratégicos, porque é neles que se pode produzir a síntese indispensável entre uma cidade competitiva e descomplexada no contexto internacional e uma cidade coesa no seu interior, acabando com dicotomias crescentes e insustentáveis entre guetos ricos e guetos pobres.

(…)

Cada dia faz mais sentido confrontar os dois diagnósticos sobre a Cidade (o nosso e o do actual executivo), discutir as suas distintas propostas alternativas e comparar as suas equipas… Mas tenho a certeza de que a arrogante recusa ao debate por parte do actual Presidente da Câmara não faz mais do que estimular nos Portuenses esse julgamento comparativo dos dois projectos que se lhes deparam, assim como o das personalidades que os interpretam.

(…)

Mãos à obra! O Porto precisa de todos!

Todos pelo Porto, Porto para todos!

Viva o Porto!

Porto para TODOS _ Elisa Ferreira

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

O espaço
no Largo dos Lóios nº 15, Porto
dia 26 de Setembro de 2009, às 20h00,
filme de João Sousa Cardoso

com jantar volante e conversa






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está parente até dia 10 de outubro a exposição
OS REPUBLICANOS
Sábados das 15H30 às 19H30



Os Republicanos é a metade que continua (naturalmente) e fecha (provisoriamente) este trabalho de experimentação em torno das imagens do nosso tempo social e político, em Portugal. Mais uma vez, João Sousa Cardoso expõe as imagens que o têm ocupado – as imagens dos outros – e entre as fotocópias dos livros de história, procura, desta feita, os corpos e a libido que nos governam.

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João Sousa Cardoso
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Nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1977.
Doutorado em Ciências Sociais, pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne), orientado por Michel Maffesoli.

Comissariou, em 2000, o projecto multidisciplinar Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano, no Porto. Tem desenvolvido, desde 2001, projectos criativos no cruzamento da estética com as ciências sociais. Apresentou Cinema Mudo no Auditório de Serralves, no Porto, em 2006. Apresentou o filme 2+2, no Jeu de Paume, em Paris, em 2008.

Em 2006, com António Preto e Daniela Paes Leão, encenou e interpretou O Bobo, a partir da obra homónima de Alexandre Herculano. Em 2008, com António Preto e Ana Deus, encenou e interpretou A Carbonária, a partir de « Porque Morreu Eanes », de Álvaro Lapa.

Artista em residência na Fondazione Pistoletto (Biella, Itália), em 2002. Artista em residência de Expédition – Plateforme Européenne d'Échanges Artistiques, nas cidades de Amesterdão, Viena e Paris, entre 2007 e 2008.

Mais informações relativas a João Sousa Cardoso: http://www.anamnese.pt/?projecto=az


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Mais informações:
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Exposição: individual de artes plásticas
Título da exposição: OS REPUBLICANOS
Artista: João Sousa Cardoso
Apresentação do filme, conversa e jantar volante: 26 de Setembro de 2009, às 20h00,
Local: Uma Certa Falta de Coerência, Rua dos Caldeireiros, 77, Porto
exposição patente até 10 de Outubro
Horários: Sábado das 15H30 às 19H30
Programador convidado: José Maia
Programação do espaço: André Sousa e Mauro Cerqueira
Entrada: livre
Visitas por marcação: Mauro Cerqueira (responsável pelo espaço) Tel: 919272115
João Sousa Cardoso (artista) Tel: 912147267
José Maia (programador convidado): tel: 93 32 88 141


Mais informação: Mauro Cerqueira (responsável pelo espaço) Tel: 919272115

João Sousa Cardoso (artista) Tel: 912147267
José Maia (programador convidado): tel: 93 32 88 141

Design: André Sousa e Mauro Cerqueira
Organização: André Sousa e Mauro Cerqueira, João Sousa Cardoso e José Maia
Contactos: Uma Certa Falta de Coerência
Rua dos Caldeireiros 77
4050-140 Porto
Portugal

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O Programa exposições proposto por José Maia para o espaço Uma Certa Falta de Coerência:
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Dando continuidade à actividade desenvolvida desde 2008 e seguindo a linha de programação definida para o espaço
Uma Certa Falta de Coerência, os responsáveis André Sousa e Mauro Cerqueira convidaram José Maia a programar três exposições para o período compreendido entre Setembro e Dezembro de 2009.

A programação d
o Uma Certa Falta de Coerência proposta por José Maia contemplará
três exposições individuais de artistas de diferentes gerações, com percursos tão distintos quanto singulares no panorama artístico nacional.

João Sousa Cardoso _ 18 de Setembro a 10 de Outubro
Paulo Mendes _ 24 de Outubro a 14 de Novembro
Silvestre Pestana _ 21 de Novembro a 12 de Dezembro

Paralelamente às exposições, serão apresentadas conversas, debates ou conferências que permitam partilhar as linhas conceptuais que norteiam o processo de trabalho destes criadores, trocar impressões sobre o trabalho apresentado, apresentar investigações realizadas pelos artistas e ou outros convidados.


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Biografia do comissário:
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José Maia
Nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Vive e trabalha no Porto. Organizou e co-organizou exposições individuais e colectivas de jovens artistas no Porto e em diversas cidades do país como Lisboa, Faro, Braga, Guarda, Elvas entre outras. Desde1998 tem organizado debates, conversas e conferências e apresentações com criadores de diferentes áreas artísticas, curadores, artistas-comissários, críticos e historiadores.
Entre Dezembro de 2008 e Julho de 2009 foi responsável pela programação do Espaço Campanha.

Mais informações relativas a
José Maia: http://josemsmaia.blogspot.com/



domingo, 30 de Agosto de 2009








O espaço Uma Certa Falta de Coerência
inaugura dia 18 de Setembro de 2009, às 22h00,
na Rua dos Caldeireiros, 77, Porto


OS REPUBLICANOS
uma exposição de João Sousa Cardoso

Depois de um longo período de recusa em participar em exposições, até 2007, altura em que montou e mostrou A Terceira República, no espaço Mad Woman in the Attic, no Porto, João Sousa Cardoso apresenta agora a segunda parte desse projecto.

Desafiado pelo José Maia para uma nova mostra, Os Republicanos é a metade que continua (naturalmente) e fecha (provisoriamente) este trabalho de experimentação em torno das imagens do nosso tempo social e político, em Portugal. Mais uma vez, João Sousa Cardoso expõe as imagens que o têm ocupado – as imagens dos outros – e entre as fotocópias dos livros de história, procura, desta feita, os corpos e a libido que nos governam.

Jantar volante, conversa e filme
No dia 26 Setembro pelas 20h00, no Largo dos Lóios, 15, no Porto, será realizada uma conversa sobre "Os Republicanos", antes, durante e depois de um jantar informal feito das contribuições que todos trouxerem. No final da noite, será projectado o filme "Os Republicanos" (2009), de João Sousa Cardoso. Local: Largo dos Lóios, 15 (Porto)

João Sousa Cardoso
Nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1977.
Doutorado em Ciências Sociais, pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne), orientado por Michel Maffesoli.
Comissariou, em 2000, o projecto multidisciplinar Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano, no Porto. Tem desenvolvido, desde 2001, projectos criativos no cruzamento da estética com as ciências sociais. Apresentou Cinema Mudo no Auditório de Serralves, no Porto, em 2006. Apresentou o filme 2+2, no Jeu de Paume, em Paris, em 2008.
Em 2006, com António Preto e Daniela Paes Leão, encenou e interpretou O Bobo, a partir da obra homónima de Alexandre Herculano. Em 2008, com António Preto e Ana Deus, encenou e interpretou A Carbonária, a partir de « Porque Morreu Eanes », de Álvaro Lapa. Artista em residência na Fondazione Pistoletto (Biella, Itália), em 2002.
Artista em residência de Expédition – Plateforme Européenne d'Échanges Artistiques, nas cidades de Amesterdão, Viena e Paris, entre 2007 e 2008.

Mais informações relativas a João Sousa Cardoso: http://www.anamnese.pt/?projecto=az


Mais informações:
Exposição: individual de artes plásticas
Título da exposição: OS REPUBLICANOS
Artista: João Sousa Cardoso
Inauguração: 18 de Setembro de 2009, às 22h00,
Local: Uma Certa Fala de Coerência, Rua dos Caldeireiros, 77, Porto
Patente até 10 de Outubro
Horários: Sábado das 15H30 às 19H30
Programador convidado: José Maia
Programação do espaço: André Sousa e Mauro Cerqueira
Entrada: livre
Visitas por marcação:
Mauro Cerqueira (responsável pelo espaço) Tel: 919272115
João Sousa Cardoso (artista) Tel: 912147267
José Maia (programador convidado): tel: 93 32 88 141
Mais informação sobre a exposição:João Sousa Cardoso (artista) Tel: 912147267
Design: André Sousa e Mauro Cerqueira
Organização: André Sousa e Mauro Cerqueira, João Sousa Cardoso e José Maia
Contactos: Uma Certa Falta de CoerênciaRua dos Caldeireiros 774050-140 Porto, Portugal
(+351)919272115(+351)917910031

Mail: acertainlackofcoherence@gmail.com
Site: http://umacertafaltadecoerencia.blogspot.com/



sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

O Programa exposições proposto por José Maia para o Certa Falta de Coerência

Dando continuidade à actividade desenvolvida desde 2008 e seguindo a linha de programação definida para o espaço Uma Certa Falta de Coerência, os responsáveis André Sousa e Mauro Cerqueira convidaram José Maia a programar três exposições para o período compreendido entre Setembro e Dezembro de 2009.

A programação do Uma Certa Falta de Coerência proposta por José Maia contemplará três exposições individuais de artistas de diferentes gerações, com percursos tão distintos quanto singulares no panorama artístico nacional.

João Sousa Cardoso _ 18 de Setembro a 10 de Outubro

Paulo Mendes _ 24 de Outubro a 14 de Novembro

Silvestre Pestana _ 21 de Novembro a 12 de Dezembro

Paralelamente às exposições, serão apresentadas conversas, debates ou conferências que permitam partilhar as linhas conceptuais que norteiam o processo de trabalho destes criadores, trocar impressões sobre o trabalho apresentado, apresentar investigações realizadas pelos artistas e ou outros convidados.

Contactos: Uma Certa Falta de CoerênciaRua dos Caldeireiros 774050-140 Porto, Portugal
(+351)919272115(+351)917910031

Mail: acertainlackofcoherence@gmail.com Site: http://umacertafaltadecoerencia.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

(...)
esta entrevista é (...) incisiva num panorama tão desviado de questões relevantes como é o nosso.

por Nuno Ramalho in sombra chimesa
com ligação à entrevista feita por Paulo Mendes na Rua de Baixo.



Espaço Campanhã: arte nos subúrbios do Porto

O Espaço Campanhã (...) é só mais um exemplo da dinâmica da arte contemporânea, e do seu difícil caminho desde os anos 1990, na cidade do Porto e em Portugal.

por Fernando Alexandre
in blogue A destreza das dúvidas
com ligação à entrevista feita por Paulo Mendes na Rua de Baixo.

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Da especulação conceptual à produção de rendimento mínimo.
Espaço Campanh~a





Contrariando a centralidade da Rua Miguel Bombarda e longe geograficamente da instituição Serralves, o projecto Espaço Campanhã, iniciado em 2008, situa-se numa zona socialmente problemática da cidade do Porto. Numa área onde parte substancial da população vive de reformas, do rendimento mínimo e de outros subsídios, instalou-se o mais recente espaço independente de arte contemporânea. De Dezembro de 2008 a Julho de 2009, José Maia programou um impar ciclo de exposições que funcionaram como importante ponto da situação da produção e dos criadores daquela cidade.
O espaço, agora expositivo, integra-se num conjunto de armazéns alguns desactivados outros que funcionam como pequenas fábricas ou garagens. Neste conjunto de armazéns iniciaram-se á décadas atrás as hoje vulgarizadas redes de distribuição.


Foi no final dos anos 90 que no Porto se iniciou um determinante movimento colectivo que alterou a apática situação da criação contemporânea existente naquele contexto e que durante vários anos se afirmou como o mais estimulante pólo de criação independente no país. A cumplicidade geracional que se iniciou durante o percurso na Faculdade de Belas Artes foi determinante para a afirmação colectiva. Muitos projectos depois e alguns anos mais tarde, muitos deles voltaram-se a encontrar neste conjunto de exposições que o Espaço Campanhã apresentou ao longo deste ano. O seu mentor, organizador e comissário - José Maia - foi um dos protagonistas fundamentais desta história que contribuiu para dar visibilidade pública a um conjunto de obras e autores que se tornaram singulares no contexto da criação de arte contemporânea em Portugal.

Em pleno inverno chuvoso e húmido, nos finais de 2008, a primeira exposição acontecia reunindo um conjunto de três artistas todos eles responsáveis pela criação e programação de outros espaços independentes: Renato Ferrão (Salão Olímpico), Mauro Cerqueira (Uma Certa Falta de Coerência) e André Sousa (Mad Woman in the Attic e Uma Certa Falta de Coerência). Essa confluência de “activistas” e “artistas” é um retrato fiel da última década relacionada com a criação contemporânea no Porto. O ritmo de exposições apresentadas só pode surpreender quem não conheça a dinâmica criativa destes colectivos da cidade, ou queira estoicamente afirmar a sua estratégica ignorância.

José Maia, comissário e artista que se assina Manuel Santos Maia, fecha agora com a exposição A Mula Ruge o ciclo de exposições que ali comissariou, deixando o encargo da futura programação do Espaço Campanhã ao responsável pelo espaço Miguel Pinho, com que trabalhou durante estes oito meses de produção intensa.Nesta entrevista José Maia descreve-nos o contexto em que o seu trabalho se desenvolve e o modo como pensou as exposições e o programa para o Espaço Campanhã.

O Espaço Campanhã surge num contexto de grande deserto cultural na cidade do Porto, seguindo uma tradição de outros espaços independentes aos quais também estiveste indirectamente associado. De que modo pensaste a programação para este espaço e como se enquadra ele nesse contexto de que falei antes e no contexto cultural da cidade?

Desde 1999 até ao presente ano, mais de três dezenas de artistas entre os quais tu, Mauro Cerqueira, André Sousa, Susana Chiocca, Isabel Ribeiro, Carla Filipe, Eduardo Matos, Renato Ferrão, João Sousa Cardoso, Mafalda Santos, Rita Castro Neves, Cristina Mateus, Miguel Carneiro, Marco Mendes, Inês Moreira, Nuno Ramalho, Alexandre Costa, Carla Cruz, Isabel Carvalho, António Lago, Catarina Felgueiras, Maria Mir, Jonathan Saldanha, André Alves, Marta Bernardes, Carlos Pinheiro, Nuno de Sousa, Francisco Eduardo, Mariana Caló, Francisco Queimadela, Pedro Nora, têm dinamizado espaços, concebido exposições, projectos de intervenção no espaço público e diversos eventos onde apresentam, com regularidade, a criação de mais de uma centena e meia de artistas. Com programação dinâmica e diversificada que contempla as artes plásticas, a banda desenhada e ilustração, o design, a arquitectura, as artes performativas, o cinema, a música e a edição de publicações. Espaços como: “W.C. CONTAINER”, “IN. TRANSIT”, “PÊSSEGOpráSEMANA”, “Salão Olímpico”, “Mad Woman in the Attic”, “Uma Certa Falta de Coerência”, “a Sala”, “Apêndice”, “o Senhorio”, “Extéril”, “Maus Hábitos”, “Artemosferas”, “Caldeira 213”, “Ateliers Mentol”, “Projecto fig. - Nova Delux”, “umdiapositivopravôce”, “Wasser-Bassin”, “Oficina 201”, “Matéria Prima – Print Project Wall”, “555”, “CLAP (Clube de Arte do Porto)”, entre outros, têm contribuído para uma maior oferta cultural numa cidade que despreza os artistas e a arte e à semelhança do que se reflecte no país, constata-se a ausência de uma politica cultural.
O Espaço Campanhã inscreve-se neste contexto, juntando-se a espaços que se encontram ainda em actividade. Reunidos compõem um outro mapa cultural da cidade, possibilitando que todos os que necessitam de (con)viver com arte possam realizar um outro percurso.

No que respeita à programação, entre Dezembro de 2008 e Julho de 2009, o Espaço Campanhã apresentou nove exposições e um significativo número de obras, que dão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, edição de publicações de artistas, instalação, vídeo, performance, som, música, entre outras, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e artistas com percurso iniciado nos últimos vinte e trinta anos.

A programação contemplou: duas exposições colectivas temáticas[1] que pela reunião de um conjunto de obras, de diferentes artistas, proporcionaram o confronto com múltiplas perspectivas do tema abordado, quatro exposições individuais[2] que propõem um diálogo entre os novos trabalhos realizados para o Espaço Campanhã e trabalhos realizados em anos anteriores, exposições de projectos[3] criados especificamente para o Espaço Campanhã e duas mostras organizadas por colectivos de artistas[4], cujo corpo de trabalho contempla para além da criação, o pensamento e a investigação artística contemporânea. Paralelamente às exposições, foram apresentadas outras criações do mesmo artista ou de outros artistas[5], bem como conversas, debates ou conferências intituladas Conversa de Café [6] que permitiram empreender e ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o pensamento contemporâneo. Simultaneamente às exposições, foram apresentados concertos e outros eventos[7] organizados pelos artistas.



A expressão política de grande parte dos trabalhos apresentados nesse espaço colide com uma linguagem institucional consensualmente mais neutra e esteticizada, parece-te existir discursos opostos ou um afastamento natural da instituição do discurso crítico? A afirmação na arte contemporânea internacional desse discurso é muito significativa, o que justifica internamente esse desvio ou uma apropriação que muitas vezes resulta num aproveitamento oportunista e pontual?

Se na concepção da programação tivermos em conta a situação geográfica do espaço, o seu passado, as suas características físicas, o contexto local e nacional e o contexto artístico em que se enquadra, se atendermos que surge no final da primeira década do novo século, num enquadramento político, social e cultural muito particular; dificilmente a programação não será política. A não ser que seja imposta ou displicentemente concebida.

Se conhecermos a realidade de grande parte dos artistas nacionais e as dos artistas que colaboram com estes espaços, se reflectirmos sobre a arte em Portugal, o sistema artístico nacional e considerarmos o que os diversos agentes artísticos nacionais com responsabilidades fizeram e o que não fizeram e, ainda, o que há para fazer, se conhecermos e observarmos as obras realizadas nos últimos anos pelos artistas que continuam a trabalhar de forma empenhada, determinados em realizar o seu trabalho e dar continuidade ao seu percurso, com ou sem apoio, com ou sem visibilidade e ou reconhecimento por parte dos agentes artísticos; certamente a programação será política, porque muitas das obras interpelam as políticas culturais, sociais, económicas ou outras, podendo ou não os artistas ter um corpo de trabalho que revele um empenhamento político. Isto não significa que ao criar, comissariar ou programar arte política o artista, o curador ou programador faça política.

Mas, contudo, o programador, o curador, o director artístico pode fazer politica, pode sustentá-la ou ser conivente com as políticas municipais, regionais e nacionais ao conceber uma programação apolítica, ao apresentar exposições e obras que não questionem, comprometam a acção dos governantes e responsáveis políticos, apoiando directa ou indirectamente as políticas seguidas ou a ausência destas, glorificando-as e perpetuando a agonizante situação cultural e artística em que se encontra o município, a região, o país.Seguindo estas linhas de reflexão e ancorado na obra de pensadores, escritores, músicos e artistas plásticos, como é o teu caso, concebi, a exposição está a morrer e não quer ver. Nesta exposição colectiva que reuniu trinta e dois criadores, pretendi reflectir a presença ou ausência de imagens e as visões de ontem e de hoje do Porto e de Portugal, de Portugal na Europa, da Europa em Portugal, de Portugal no Mundo, do Mundo em Portugal, da Europa e de Portugal no Porto e do Porto em Portugal e na Europa.

As outras exposições apresentadas também reflectiam o presente devolvendo-nos imagens que dão conta da nossa existência, da nossa inquietude, preocupações e descontentamentos. A exposição individual de Carla Filipe constitui um dos exemplos. Partindo da presença de marcas de ruralidade, da proximidade da sede da CGTP de Campanhã, concebeu um conjunto de obras para o Espaço de Campanhã nas quais inscreve em narrativas abertas, o indivíduo, o(s) grupo(s) e colectivo(s), os momentos, acontecimentos e histórias nacionais que dão conta de ensejos e desassossegos individuais, de conjuras artísticas, de enfermidades culturais, de mal-estares sociais e de indisposições políticas.
Em Portugal, toda a obra de arte política tem sido ignorada, menosprezada por parte de curadores, programadores, directores e responsáveis artísticos de espaços dedicados às artes plásticas. O mesmo acontece com os mais variados comentadores críticos que a omitem. Mesmo quando numa instituição ou evento apoiado pelos poderes políticos, é apresentada uma obra com tais características, na abordagem e leitura desta, em termos estéticos, é analisada, observada a componente formal e contornada a componente conceptual. Para termos uma imagem real do que estou a referir, basta ler o que está escrito, sobre a tua obra, a de João Tabarra, mas também a de Pedro Costa, a de Manoel de Oliveira entre muitos outros. Poderemos questionar porque não se escreveu, porque não se refere, porque não está inscrito como diz José Gil. Isto quando se escreve, porque o comum é não se escrever e ignorar. É mais confortável, não se comprometem, não se implicam…


O Espaço Campanhã pela sua escala e condições apresentou um tipo de exposições mais elaboradas e complexas que outros espaços expositivos independentes. Quais foram os critérios e quais são as diferenças que estabeleces em relação a outros espaços, quais são as especificidades - de montagem expositiva e de conteúdos - que estabeleceste para o Espaço Campanhã?

Ateliers dos artistas, apartamentos, um quarto de banho, uma arrecadação, as salas de apartamentos, uma loja de um centro comercial, outra no centro histórico do Porto, o salão de bilhar de um café têm sido alguns dos espaços que, cedidos ou arrendados com rendas comportáveis para artistas que vivem, na sua maioria, com dificuldades económicas, acolhem os projectos artísticos dos seus responsáveis e dos seus colaboradores.

Se analisarmos cada um dos espaço verificamos que cada um soube desenhar o seu programa, o seu projecto e que envolvendo alguns deles os mesmos artistas, todos são distintos, singulares.

As características físicas dos espaços, os intuitos e as motivações dos seus responsáveis artísticos bem como o campo de acção destes, determinam os propósitos dos projectos e os objectivos dos espaços. Estes, são atingidos quando desenhada uma programação com artistas - que compreendam o projecto e cuja obra e áreas artísticas de intervenção adoptadas - considere as características do espaço podendo ou não dialogar com este. Pretende-se ainda que a obra a ser criada ou a selecção de obras a apresentar se ajuste ao espaço e tenha em conta tanto as sua limitações como o seu potencial. Neste sentido, tanto o programador como os artistas, deverão dialogar entre si arquitectando a exposição que irá inteirar a programação.

Enquanto programador do Espaço Campanhã segui esta linhas de orientação.

No que respeita às temáticas das exposições e aos conteúdos conceptuais das obras apresentadas, no momento da selecção dos artistas e das obras, estas deverão enquadrar-se, nas linhas gerais definidas no programa, não se confinando a estas, podendo-as redesenhar, dilatando o tema e aprofundando os conteúdos.

Em termos de montagem, se revermos todas as exposições apresentadas, constatamos que todas elas são radicalmente diferentes, contribuindo cada uma com uma nova interpretação do espaço.Um espaço com tantas limitações em termos de segurança, de possibilidades de montagem, de iluminação, com grandes variações de temperatura e humidade ao longo do ano e durante o dia, amplo, com paredes irregulares, condiciona as possibilidades de intervenção. Mas, porque os artistas são persistentes, são seres humanos de grande dádiva, auto-dedicação e entrega incondicional, porque a programação é heterogenia, com exposições individuais de artistas distintos, com exposições colectivas que abordaram diferentes temáticas e colectivos de artistas com projectos singulares, as respostas foram diferentes e o resultado surpreendente.

Louvo o empenho dos artistas. Ainda mais se tivermos em conta que o Espaço Campanhã não conta com apoios institucionais, contando apenas com uma equipa mínima de colaboradores como a Carla Filipe, o Mauro Cerqueira, o Pedro Magalhães, o Diogo Oliveira, a Ana Catarina Farinha entre outros, que apoiam com o seu trabalho, o seu tempo, com dádiva incondicional, voluntariado intrínseco, na produção, no transporte, na montagem e desmontagem, no registo fotográfico, na divulgação e no design dos cartazes, folhetos informativos e folhas de sala. No entanto importa referir, que muitas das exposições não teriam sido realizadas sem o apoio do responsável pelo espaço, o Miguel Pinho, sem o apoio de algumas instituições artísticas do Porto como a Culturgest e o Museu de Serralves, sem o apoio do IPJ, de estabelecimentos de ensino e de empresas.


O Espaço Campanhã está fora do eixo da Rua Miguel Bombarda, como caracterizas esse micro cosmos da arte portuense em contraponto às iniciativas de carácter mais independente e experimental? Como vês a passagem dos artistas do espaço independente para o espaço da galeria?
Em termos geográficos o Espaço Campanhã encontra-se fora do eixo da Rua das Galerias, no lado oposto a Serralves, distante da Culturgest, distante no tempo do eliminado espaço expositivo do Teatro Campo Alegre e do nulificado espaço da Galeria do Palácio, situado na abandonada e menosprezada zona oriental da cidade do Porto, num armazém de uma rua particular com acesso pela rua Pinto Bessa, em Campanha, próximo da nova plataforma de transporte ferroviário e do novo edifício anexo á estação de Campanha, que materializa a tímida vontade municipal na reestruturação urbana, vizinho do Cace da Rua do Freixo onde se concentram criadores de diferentes áreas, vizinhos do Estúdio Zero das Boas Raparigas, próximo mas desviado da remota Casa-Museu António Carneiro e do reservado Museu Militar.

Enquanto artista e cidadão faço questão de conhecer a cidade, deambulo por ela procurando manifestações criativas contrárias às não artísticas e tenho o cuidado de (re)visitar os poucos espaços dedicados à arte e em especial à arte contemporânea. Não me incompatibilizo com os espaços expositivos sejam eles quais forem e tento reconhecer nos que não o são, potencialidades expositivas que possam acolher as minhas obras e as obras de muitos artistas que vivem e trabalham nesta cidade e de muitos outros artistas que de cá não são e fazem questão de partilhar o seu trabalho com os que cá vivem e com os que nos procuram e por cá se passeiam. Como artista plástico e organizador de exposições tanto apresento o meu trabalho e o trabalho de outros artistas em espaços expositivos institucionais e comerciais como em espaços dinamizados por mim, por outros artistas ou outras pessoas que se sintam motivadas e empenhadas em o apresentar.

Muitos dos artistas que colaboram com o Espaço Campanhã, e com outros espaços, apresentaram, apresentam e apresentarão o seu trabalho em espaços expositivos de instituições como museus ou centros culturais bem como em espaços comerciais, como são as galerias. No meu entender, se a recepção da obra no espaço estiver garantida, se esta se cumprir e se apresentar íntegra, este facto não constitui qualquer problema.

Verifica-se também que alguns artistas preferem trabalhar com espaços não institucionais e não comerciais por vários motivos, alguns dos quais: o facto de desejarem dar continuidade a um percurso artístico liberto de coações, de constrangimentos, de opressões, de exigências burocráticas institucionais, apartado de imposições e divorciados de possíveis pressões directas ou indirectas do mercado, desviados de modelos e opções estéticas padronizados vigentes em muitos dos espaços, arredados de mal-estares que caracterizam muitas das relações entre os diferentes agentes do sistema da arte que habitam os referidos espaços e que em muitas situações desconsideram as criações, abusam da capacidade de dádiva do artista e ou o ofendem intelectualmente com os cegos interesses e cedências de mercado.

Em contraste com os espaços institucionais e comerciais, no que respeita à acção do artista; nestes espaços, os artistas reúnem-se formal ou informalmente, podendo actuar de forma individual ou colectiva realizando um determinado projecto, evento, exposição, mostra ou apresentação das suas criações, ou simplesmente poderão debater ou trocar impressões sobre o seu trabalho, apresentar investigações realizadas e partilhar as linhas conceptuais que norteiam o seu processo de trabalho.

Muitas das criações desenvolvidas e apresentadas nos espaços não institucionais e comerciais, revelam necessidade de experimentar, de concretizar e de firmar. Para quem acompanha a programação nas diversas galerias da cidade facilmente constata que trabalhos em vídeo, cinema, instalações multimédia, intervenções e instalações sonoras, intervenções de artistas plásticos no espaço público, criações digitais realizadas ou não para o espaço da Web, criações realizadas no campo da música por artistas plásticos, performances, acções de rua, murais, publicações de artistas, banda desenhada e ilustração, bem como espaços de discussão e de debate, raramente ou nunca integram a programação dos galeristas e constituem grande parte da programação dos espaços geridos ou programados por artistas. Sabendo que as galerias não se interessam pela totalidade da sua produção, muitos dos artistas optam por criar ou colaborar com os espaços não institucionais e comerciais mantendo a colaboração com as galerias. O envolvimento e acção destes artistas, no campo da arte enquanto artistas comissários, programadores, responsáveis por espaços expositivos, investigadores, etc., não se separa da sua actividade artística e do entendimento que têm do que é ser artista no Porto, em Portugal, na Europa e ou no mundo hoje.

O empenho e motivação destes artistas, sendo individuais, implicam na sua actuação num colectivo ou grupo informal e, com excepção de uma ou outra situação e ou pessoa, nunca se coloca a questão de estar contra ou a favor do mercado ou das instituições. A forma voluntariosa que implica entrega, dedicação, investimento de tempo e investimento económico, capacidade de realização aliada à crença no seu trabalho e no dos outros, ancorado na necessidade que todos sentem e na constatação das falhas no campo da arte em Portugal; faz com estes artistas se comprometam com a construção de uma realidade comum.







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[1] antes de chegarem palavras de André Sousa, Mauro Cerqueira e Renato Ferrão e Está a morrer e não quer ver com Ana Deus, André Cepeda, André Sousa, António Caramelo, António de Sousa, Arlindo Silva, Beatriz Albuquerque, Carla Filipe, Carlos Noronha Feio, César Figueiredo, Cristina Regadas, Der Fehler, Eduardo Matos, Fidalgo de Albuquerque, Francisco Eduardo Roldão, Isabel Ribeiro, Israel Pimenta, João Marçal, José Almeida Pereira, Luís Figueiredo, Manuel Santos Maia, Marco Mendes, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Magalhães, Rita Castro Neves, Samuel Silva e Bolos Quentes, Sónia Neves, Vera Mota, Teixeira Barbosa.
[2] THESE THINGS TAKE TIME de Carla Filipe, Lição nº2 de Mauro Cerqueira, alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia e ANCOR (2004 -2009) de Cláudia Ulisses
[3] Olha lá III _ Travelling de Diana Rio , Francisco Eduardo, Francisco Queimadela, Helena Menino, Mariana Caló, Mónica Baptista
[4] [EMBANKMENT #6] de Colectivo EMBANKMENT de Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire com os Convidados: Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte e A MULA RUGE do colectivo A Mula de Miguel Carneiro e Marco Mendes
[5] performance de Carla Filipe, Mauro Cerqueira, e André Sousa, Lançamento das publicações “Está a morrer e não quer ver” de Mauro Cerqueira e “Qu`inferno” do colectivo a Mula, Concerto “Hinos para a Europa dos 27” por Marçal dos Campos e Intervenções de Frederico Duarte, Eduardo Brito e Frederico Duarte
[6] Conferência: Micro práticas espaciais por Inês Moreira e “Uma mudança de vida” por Ana Cristina Assis, Conversa com os membros do atelier de design Bolos Quentes e apresentação da SL Fundação V/5 de e por Silvestre Pestana
[7] Concerto dos Mental Liberation Ensemble & Carlos Zíngaro e de João Peludo Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower

quarta-feira, 15 de Julho de 2009






























terça-feira, 30 de Junho de 2009






Espaço Campanh~a

Inaugura dia 4 de Julho de 2009, às 15h,

A MULA RUGE do colectivo A Mula
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Exposição colectiva

Miguel Carneiro, Marco Mendes, Arlindo Silva, Filipe Abranches, João Maio Pinto, André Lemos, Berto Fojo, Likenico, Pelucas, Von Calhau, José Feitor, Júcifer, Lígia Paz, Raygal, Mauro Cerqueira, Mike Goes West, Nuno de Sousa, Carlos Pinheiro e Carlos Zíngaro.
=========================================================+ =========================================================15h // Feira Laica (feira de edição independente)
18h // Concerto Mental Liberation Ensemble & Carlos Zíngaro
20h // Mega Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower=========================================================
patente de Terça a Sábado, 15H às 20H, até dia 25 de Julho=========================================================25 de Julho, às 18H00 // Concerto de João Peludo
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4 de Julho de 2009, às 15h, o Colectivo A Mula, constituído por Marco Mendes e Miguel Carneiro, apresentará no espaço Campanhã A MULA RUGE.

O programa de A MULA RUGE contempla uma exposição colectiva com Miguel Carneiro, Marco Mendes, Arlindo Silva, Filipe Abranches, João Maio Pinto, André Lemos, Berto Fojo, Likenico, Pelucas, Von Calhau, José Feitor, Júcifer, Lígia Paz, Raygal, Mauro Cerqueira, Mike Goes West, Nuno de Sousa, Carlos Pinheiro e Carlos Zíngaro, uma Feira de edição independente, Concertos de João Peludo e de Mental Liberation Ensemble & Carlos Zíngaro e um Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower.

Segundo Pedro Moura "A Mula Ruge é uma espécie de infantário, onde podem vislumbrar essa maldita e mutante prole de tantos anos de rambóia. É também uma espécie de orgia, pois poderemos ver in actu as trampolinices da Mula com seus novos namorados (alguns deles com idade para ter juízo, mas que ainda revelam ter pêlo na venta). E ainda uma espécie de casamento de aldeia, já que convidaram todos os compadres e comadres para um pé de dança, comezaina e outras vilanias".
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4 de Julho, após a inauguração da exposição e a abertura da Feira Laica e antes do Mega Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower, a Mental Liberation Ensemble apresentará um concerto.

A Mental Liberation Ensemble é uma formação cujos membros provêm de áreas musicais que vão do death-metal ao free jazz, colaborando regularmente em vários projectos (F.R.I.C.S., Mécanosphère, Srosh, Lost Gorbachevs, entre outros), e que se juntam como Mental Liberation Ensemble quando surge a oportunidade de acolher um músico convidado.
Para o concerto a formação será constituída por:
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João Martins – saxofones
Henrique Fernandes - contrabaixo eléctrico
Gustavo Costa - bateria e percussões várias
João Filipe – percussões
Filipe Silva - electrónica, guitarra
Jonathan Saldanha - electrónica e outros instrumentos
A estes músicos irá juntar-se o convidado Carlos Zíngaro (violino).
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No dia 25 de Julho, às 18h.João Peludo realizará um concerto de encerramento de A MULA RUGE.
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Mais informações relativas ao colectivo: http://www.osgajosdamula.blogspot.com/







Mais informações:=========================================================Evento: exposição colectiva, Feira de edição independente, Concertos e Churrasco Dançante
Título do evento: A MULA RUGE

Projecto de: oColectivo A Mula (Miguel Carneiro e Marco Mendes)

Artistas: Miguel Carneiro, Marco Mendes, Arlindo Silva, Filipe Abranches, João Maio Pinto, André Lemos, Berto Fojo, Likenico, Pelucas, Von Calhau, José Feitor, Júcifer, Lígia Paz, Raygal, Mauro Cerqueira, Mike Goes West, Nuno de Sousa, Carlos Pinheiro e Carlos Zíngaro, João Martins, Henrique Fernandes, Gustavo Costa, João Filipe, Filipe Silva, Jonathan Saldanha, DJ GoldenShower

Inauguração: dia 04 Julho 2009 às 15h
Patente até: dia 25 de Julho
Local: Espaço Campanhã
Horários: de Terça a Sábado / 15H às 20H
Programa:
04 de Julho, às 16H00 // inauguração da exposição
---------------- às 18H00 // Concerto Mental Liberation Ensemble & Carlos Zíngaro
---------------- às 20H00 // Churrasco Dançante com o DJ GoldenShower
20 de Julho, às 18H00 // Concerto João Peludo
Entrada: livre
Produção: Ana Catarina Farinha, Miguel Pinho, Miguel Carneiro e Marco Mendes
Design: Miguel Carneiro e Marco Mendes e Diogo Oliveira
Fotografia: Pedro Magalhães
Programação do Espaço Campanhã: José Maia
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Responsável pelo espaço: Miguel Pinho
Mais informação:
Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580 / mailto:m.blanco@mac.com
José Maia (responsável pelo programa de exposições) Tel:933288141

Contactos:
Espaço Campanhã,
Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4 e Armazém 21 (atrás do BANIF)
4300-472 Porto
Tel: 912897580
Mail: linha1@plataformacampanha.com
Site: http://www.plataformacampanha.com/





O contexto do Espaço Campanhã:=========================================================Desde 1999 até ao presente ano, os espaços alternativos ao circuito comercial e institucional têm contribuído para uma maior oferta cultural na cidade do Porto.Estes espaços dirigidos por mais de duas dezenas de jovens artistas plásticos, em colectivos formais ou informais, com programação dinâmica e diversificada que contempla as artes plásticas, as artes performativas, a música e a literatura, têm permitido que mais de uma centena de jovens artistas, desenvolvam o seu trabalho e o apresentem de forma regular.Localizado na zona de Campanhã, na cidade Porto, o Espaço Campanhã, iniciou a sua actividade em Dezembro de 2008 com a exposição colectiva antes de chegarem palavras de Mauro Cerqueira, André Sousa e Renato Ferrão, marcando presença no mapa cultural da cidade e juntando-se a espaços como In.Transit, Petit Cabanon, a Sala, Mad Woman in the Attic, Uma Certa Falta de Coerência e Maus Hábitos, O Senhorio, Extéril, entre outros.


O Programa de exposições do Espaço Campanhã:=======================================================Durante o próximo ano, o Espaço Campanhã apresentará um número significativo de obras, que darão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, instalação, vídeo, som ou performance, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e artistas afirmados nos últimos vinte anos.
A programação do Espaço Campanhã contempla:=======================================================Exposições colectivas temáticas que pela reunião de um conjunto de obras, de diferentes artistas, num mesmo espaço, nos permitirão ver e confrontar diversas perspectivas da temática abordada,
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Exposições individuais que apresentam ligações ou propõem um diálogo entre trabalhos recentes e trabalhos realizados em anos anteriores,--------------Exposições de projectos criados especificamente para o Espaço Campanhã e--------------Mostras organizadas por colectivos de artistas, formais ou informais, cujo corpo de trabalho contemple o pensamento, a criação e a investigação artística contemporânea.--------------Paralelamente às exposições, serão apresentadas outras criações, do(s) artista(s) patentes ou de artista(s) que não participam na exposição, realizadas na mesma área de intervenção artística ou numa outra área distinta, bem como conversas, debates ou conferências que permitam empreender ou ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o pensamento contemporâneo.--------------Em simultâneo e ou no intervalo entre duas exposições, o Espaço Campanhã apresentará mostras de vídeo, performance, música e conferencias organizadas pelos seus colaboradores.



Mais info:
http://www.osgajosdamula.blogspot.com/

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Espaço Campanh~a

Inaugura dia 13 de Junho de 2009, às 16h,as exposições:
=========================================================[EMBANKMENT #6] de Colectivo EMBANKMENT
Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire com os Convidados: Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte
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+
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ANCOR (2004 -2009) de Cláudia Ulisses
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patentes de Terça a Sábado / 15H às 20H, até dia 27 de Junho

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13 de Junho, às 18H00 Intervenção de Frederico Duarte
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20 de Junho, às 18H00 Intervenção de Eduardo Brito
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No pavilhão principal do Espaço Campanhã, (Espaço A) o Colectivo EMBANKMENT apresentarão a exposição [EMBANKMENT #6]
Constituído por Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire, em 2005, o Colectivo EMBANKMENT opera sobre situações contextuais específicas, recriando um modus operandi que compreende uma metodologia ficcionada. Para além da manipulação de arquivos e espólios, frequentemente desdobra a realidade contextual na qual se insere. Estes desdobramentos são motivados pelas intersecções das adesões individuais de cada um dos elementos deste colectivo.
O colectivo Embankment é um núcleo onde convergem outros núcleos. Os projectos que foram apresentados são resultado de experiências muito específicas, nas quais se interceptam pessoas, conhecimento, referências, modos, espólios e arquivos. Por isso a importância e a tentativa de constituir o Embankment Archive e o Embankment Text que acompanham as mostras.
A mostra Embankment #6 pretende ser um encontro planeado em sessões que conjugam interesses, ligações, redes de investigação e pensamento que estejam disponíveis a testes e a implantações. A partir de um dispositivo de apresentação especialmente criado para o armazém do Espaço Campanhã, que contemplará todo o tipo de mecanismos de reprodução+gravação+feedback, o colectivo convidou “outros núcleos” a participar e a intervir.
Embankment #6 será uma experiência de cruzamento, de intensificação e de recorte.
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No pavilhão temporário do Espaço Campanhã, (Espaço B) a artista Cláudia Ulisses apresentará a exposição individual ANCOR (2004 -2009)
Iniciado em 2004, o projecto ANCOR tem como base de reflexão um objecto associado à paisagem urbana: o vulgar contentor de entulho - “reale soggetto della contro-cultura”. As características funcionais deste objecto não esgotam as suas potencialidades estéticas e simbólicas, tendo-se revelado o pretexto para um vasto campo de possibilidades, de formulação psicológica e crítica - teórica e artística.
Em ANCOR, com a dissolução do objecto após a sua exibição pública e cumprida a sua “utilidade”, transporta-se para o mundo da arte a mesma vulnerabilidade e efemeridade dos objectos banais. Para além de estabelecer relação com o contexto industrial como trilho de infinitas possibilidades, para além de evocar o potencial existente no patamar das coisas banais, também o projecto ANCOR boicota a condição classista do objecto estético (de arte) e ironiza sobre o contingente significado da obra, remetendo, como advertência, para a importância (danosa) da perda do objecto (qualquer que seja), sujeito de significação.
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Mais informações:
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Exposições: artes plásticas (escultura, instalação, vídeo, publicação de artista)
Artista: Cláudia Ulisses, Aida Castro, Jonathan Saldanha, Maria Mire, Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte
Título das exposições:
--> EMBANKMENT #6 (do Colectivo EMBANKMENT_Espaço A)
--> ANCOR (2004 -2009) (de Cláudia Ulisses_Espaço B)
Inauguração: dia 13 Junho 2009 às 16h
Patente até: dia 27 de Junho
Local: Espaço Campanhã
Horários: de Terça a Sábado / 15H às 20H
Programa:
--> 13 de Junho, às 16H00 _ inauguração das exposições:
EMBANKMENT #6 do Colectivo EMBANKMENT no Espaço A
ANCOR (2004_2009) de Cláudia Ulisses no Espaço B)
--> 13 de Junho, às 18H00 _ Intervenção de Frederico Duarte
--> 20 de Junho, às 18H00 _ Intervenção de Eduardo Brito

Entidade promotora: Espaço Campanhã
Entrada: livre
Produção: Ana Catarina Farinha, Carla Filipe, Miguel Pinho, Cláudia Ulisses e EMBANKMENT
Design: Dayana Lucas e Diogo Oliveira (ocorreiododiogo@gmail.com)
Fotografia: Pedro Magalhães
Montagem: Aida Castro, Jonathan Saldanha, Cláudia Ulisses e Miguel Pinho.
Programação: José Maia e EMBANKMENT
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Responsável pelo espaço: Miguel Pinho
Mais informação:
--> Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com
--> José Maia (responsável pelo programa de exposições) Tel:933288141
Contactos:
Espaço Campanhã,Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4 e Armazém 21 (atrás do BANIF), 4300-472 Porto912897580 // linha1@plataformacampanha.com // www.plataformacampanha.com
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Convidados do EMBANKMENT #6:
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13 de Junho_ Intervenção de Frederico Duarte
Sair do estúdio doméstico e das suas exaltações psicotrópicas para arriscar um pequeno contributo em arquivologia comparada de feitiços, rituais e sacrifícios.
Utilizar a montagem como acção directa sobre os nervos, pequeno jogo encantatório de ritmos e intervalos que desarticula as linearidades cronológicas da história à procura de faíscas de verdade.
Fragmentos de iluminação na intensidade espectral das imagens para realçar o desdobramento da magia primordial em pensamento religioso e saber técnico que degeneram na gesticulação evangelizadora automatizada do Ocidente.
Talvez no inventário das suas ruínas, maravilhas e incêndios por vir, se possa vislumbrar como as manifestações da supremacia científica de todos os colonialismos não deixaram de re-inventar (in)voluntariamente uma nova sacralidade ao mesmo tempo que possibilitaram o advento de uma segunda natureza transfigurada pelo cortejo das “autoplásticas sumptuárias”.

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20 de Junho_ Intervenção de Eduardo Brito
Isto acontece em Toledo e em Edimburgo, em finais do século XIX, quase simultaneamente. Dois investigadores, um físico e um filósofo, chegam a uma mesma conclusão por saberes e estudos diferentes: ambos formulam aquilo a que mais tarde decidem chamar de "pequeno instante de homem-deus": aquele momento em que sabemos que vamos mudar definitivamente a vida a alguém, por possuirmos e utilizarmos um elemento decisivo para a sua vivência de aí em diante, desde uma arma de fogo à constatação de um facto até então desconhecido. Um pequeno sabor a omnisciência numa construção narrativa sonora e visual assente na tradução livre de partes do único livro sobre este instante: "A Short Sense of Omniscience", escrito na década de cinquenta do século passado, por Laura Adler.
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Projecto Editorial _ Dayana Lucas
Numa tentativa de difundir os projectos realizados desde 2005 pelo colectivo EMBANKMENT, a minha intervenção começa no momento em que o trabalho artístico deles acaba, no sentido de lhe atribuir uma nova projecção e continuidade.
A intervenção partiu de uma selecção do material de cada projecto do colectivo, tendo como base na sua organização, as especificidades individuais de cada projecto. Dentro desses parâmetros foi fundamental, não só compreender cada um dos trabalhos, mas também a metodologia criativa do colectivo, para tentar traduzir e transmitir com as minhas ferramentas de trabalho, aquilo que constitui o EMBANKMENT sem adicionar pressupostos falsos e oferecendo sempre espaços brancos e translúcidos que mantivessem em aberto os conteúdos. Foi necessário desenhar uma estrutura que se adaptasse ao discurso artístico do colectivo, cujo
trabalho é baseado numa metodologia ficcionada que varia constantemente de formato. O objectivo nunca foi explicar aquilo que foi feito por eles, mas fazer um novo desdobramento para cada um dos trabalhos, recorrendo à compreensão, selecção e edição dos desdobramentos feitos inicialmente pelo colectivo.
A grelha passou a ser definida pelo conteúdo e pelas propriedades narrativas da edição do próprio. Neste caso, a importância do design reside no facto de permitir, como ferramenta comunicativa, uma reinterpretação dos conteúdos e uma revalorização daquilo que foi feito noutros moldes, além de dar maior visibilidade à criação artística.
Foi muito enriquecedor trabalhar conteúdos ficcionais, lado a lado com os membros do colectivo e dissipar a linha divisória que habitualmente se cria entre designers e artistas.
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Lista de obras da exposição ANCOR (2004 -2009):
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Ancor I, 2007, Dimensões variáveis, Ferro e Lacagem
Crisálida II, 2005/7, 160cm x 80cm x 60cm, dois contentores em ferro, prensados
Crisálida (print), 2009, 150cm x 300cm, Impressão Digital s/ pano
Arte Quê?, 2005/9, 172cm x 112cm, Impressão digital s/ papel fotográfico
Yellow House, 2007, 100cm x 52cm, Impressão digital s/ papel fotográfico
Projecção de slides: (20/25) Slides
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Biografia dos artistas:
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Cláudia Ulisses (1967, Beira Alta), vive e trabalha em Lisboa. Em 1996 concluiu o curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes do Porto. Expôe desde finais de 90, elegendo o vídeo, a fotografia e a instalação como meio de expressão do seu trabalho. Das suas exposições destacam-se as seguintes: ANCOR - 2004/07, Armaz. 3b, Lisboa - 2007. Moving Still, Ontario College of Art and Design, Toronto - 2006. Video art Showcase, Museu do Chiado, Lisboa - 2006. “Portuguese Screen - Video Art Show-Case”, LOOP´05, Internat.Video Festival, Barcelona - 2005. “Del Zero al 2005. Perspectivas del arte en Portugal”, Foundacion Marcelino Botín, Santander - 2005. “Toxic, O Discurso do Excesso”, Terminal-Plano 21, Fundição de Oeiras - 2005. “Take me to Portugal, Take Me To Spain”, The Netherlands Instituut voor Mediakunst: Montevideo Time Based Arts, Amsterdam. VideoEvento- Accademia Internazionale Arti e Media, Turin - 2005. “Portugal, 30 artists under 40”, Stenersen Museum, Oslo - 2004. Cine y Casi Cine, Internat. Video Exhib. Museu del arte Contemporanea de Vigo - 2003. “Cine y Casi Cine”, International Video Exhibition, Museu Nacional Reina Sofia, Madrid - 2003. "Bon Eke Mov/Freud's Baby", Auditório da Fundação de Serralves - 2002. "Under Surveillance/Sob Vigilância", Fáb. da Pólvora Barcarena, Oeiras - 2002. Plano XXI, Portuguese Contemporary Art, Glasgow - 2000. Quartel, Arte, Trabalho, Revolução.
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Colectivo EMBANKMENT [Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire] Constituído desde 2005 este colectivo opera sobre situações contextuais específicas, recriando um modus operandi que compreende uma metodologia ficcionada. Para além da manipulação de arquivos e espólios, frequentemente desdobra a realidade contextual na qual se insere. Estes desdobramentos são motivados pelas intersecções das adesões individuais de cada um dos elementos deste colectivo.
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Dayana Lucas (Caracas, 1987), estuda Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e é membro da Associação Cultural Calote Esférica.
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Eduardo Brito (Guimarães, 1977), estudou Direito em Coimbra e Lyon. Estudou também História e Estética do Cinema, foi jornalista do Jornal Universitário de Coimbra e, durante oito anos, locutor da Rádio Universidade de Coimbra. Actualmente faz fotografia, trabalha na Sociedade Martins Sarmento (Guimarães) e é professor convidado na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa). Escreve o blog A Divina Desordem desde 2006.
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Frederico Duarte (Lisboa, 1971), licenciado em História na FCSH da Universidade Nova de Lisboa (2000), pós-graduado em Ciências Documentais na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2002). Bibliotecário de 2001 à 2006 no Instituto Franco-Português onde organizou em 2004 a série de conferências sobre “A Condição Pós-Humana” e co-organizou em 2005 o colóquio “Vigiar e Punir”. Gerente desde 2008 da Nouvelle Librairie Française. Colabora ocasionalmente com o colectivo Mecanosphère.
Mais informações relativas à obra e percurso dos artistas:
Cláudia Ulisses: claudiaulisses@gmail.com
Dayana Lucas: http://dayanalucas.tk/
EMBANKMENT: http://colectivoembankment.blogspot.com/
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O contexto do Espaço Campanhã:
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Desde 1999 até ao presente ano, os espaços alternativos ao circuito comercial e institucional têm contribuído para uma maior oferta cultural na cidade do Porto.
Estes espaços dirigidos por mais de duas dezenas de jovens artistas plásticos, em colectivos formais ou informais, com programação dinâmica e diversificada que contempla as artes plásticas, as artes performativas, a música e a literatura, têm permitido que mais de uma centena de jovens artistas, desenvolvam o seu trabalho e o apresentem de forma regular.
Localizado na zona de Campanhã, na cidade Porto, o Espaço Campanhã, iniciou a sua actividade em Dezembro de 2008 com a exposição colectiva antes de chegarem palavras de Mauro Cerqueira, André Sousa e Renato Ferrão, marcando presença no mapa cultural da cidade e juntando-se a espaços como In.Transit, Petit Cabanon, a Sala, Mad Woman in the Attic, Uma Certa Falta de Coerência e Maus Hábitos, O Senhorio, Extéril, entre outros.


O Programa de exposições do Espaço Campanhã:
Durante o próximo ano, o Espaço Campanhã apresentará um número significativo de obras, que darão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, instalação, vídeo, som ou performance, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e artistas afirmados nos últimos vinte anos.

A programação do Espaço Campanhã contempla:
Exposições colectivas temáticas que pela reunião de um conjunto de obras, de diferentes artistas, num mesmo espaço, nos permitirão ver e confrontar diversas perspectivas da temática abordada,
--------------Exposições individuais que apresentam ligações ou propõem um diálogo entre trabalhos recentes e trabalhos realizados em anos anteriores,
--------------Exposições de projectos criados especificamente para o Espaço Campanhã e
--------------Mostras organizadas por colectivos de artistas, formais ou informais, cujo corpo de trabalho contemple o pensamento, a criação e a investigação artística contemporânea.
--------------Paralelamente às exposições, serão apresentadas outras criações, do(s) artista(s) patentes ou de artista(s) que não participam na exposição, realizadas na mesma área de intervenção artística ou numa outra área distinta, bem como conversas, debates ou conferências que permitam empreender ou ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o pensamento contemporâneo.
--------------Em simultâneo e ou no intervalo entre duas exposições, o Espaço Campanhã apresentará mostras de vídeo, performance, música e conferencias organizadas pelos seus colaboradores.

Próxima exposição: 04 de Junho de 2009
Colectivo "A Mula" – O Colectivo "A Mula", de Marco Mendes e Miguel Carneiro, reunirá numa mostra de desenhos e murais, numa feira de publicações de artistas e em conversas, um número significativo de criadores de diferentes áreas (como o desenho, a banda desenhada, a ilustração, a pintura, entre outras,) que adicionarão ao universo das artes plásticas muitos outros universos singulares, inscrevendo no campo artístico múltiplas realidades que nos darão conta de inquietações pessoais e ou sociais.
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quinta-feira, 7 de Maio de 2009






















Espaço Campanh~a






Inauguram dia 09 Maio 2009 às 16h e estão patentes até dia 30 de Maio,
as exposições individuais
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Lição nº2 de Mauro Cerqueira+alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia
16 de Maio, às 16H00 Silvestre Pestana apresenta a SL Fundação V/5====================================================
====================================================No pavilhão principal do Espaço Campanhã, (Espaço A) o artista Mauro Cerqueira apresentará individualmente exposição Lição nº2Nesta exposição Mauro Cerqueira apresentará um conjunto de obras, realizadas em vídeo, instalação, desenho e escultura, enquadradas numa mesma temática que têm sido apresentadas desde 2007.A obra deste jovem artista permite-nos reflectir sobre a condição humana, a prática e a criação artística e sobre o papel do artista na sociedade contemporânea.No dia da inauguração Mauro Cerqueira lançará a publicação Os joelhos em sangue sobre a neve.
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No pavilhão temporário do Espaço Campanhã, (Espaço B) o artista Manuel Santos Maia apresentará a exposição individual alheava _ reconstituição.Manuel Santos Maia apresentará três instalações e o vídeo alheava_film que foi premiado no FIAV.08 (Festival d'Images Artistiques Video, 8ème édition), na Argélia, em 2008. As quatro obras integram o projecto alheava e que tem vindo a desenvolver desde 1999Em termos temáticos, o projecto alheava, aborda o alheamento de Portugal relativamente ao passado colonial e pós-colonial e (re)apresenta a presença de Portugal em África e a presença de África em Portugal.No dia 16 de Maio, às 16H00, Vitos Flores (V/5 managing director) Silvestre Pestana , fará uma apresentação pública do projecto virtual Fundação V/5- Portuguese Cultural Center com as suas exposições e actividades artísticas de Primavera / 2009.Na visita virtual iremos visitar, além das obras da colecção permanente V/5 realizadas pelos artistas e avatares para o projecto OutdoorCerveira Digital, que tem vindo a ser desenvolvido desde 2005 (level 6 e 7); a obra pictórica do artista plástico Ricardo Pistola (level 3), os desenhos digitais "Home Light" de Celeste Cerqueira (level 4) e as fotografias digitais "The Autumn hunt of an Neko" do avatar Vitos Porta (level 5). Nos pisos inferiores (level -1 e 0) também é possível aceder à reprodução em Fac Simile da “Antologia da Poesia Concreta Portuguesa”, (2ª edição publicada em 1973).


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Mais informações:
Exposições: Individuais de artes plásticas (escultura, instalação, vídeo, publicação de artista)
Artista: Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira
Títulos das exposições: alheava _ reconstituição (de Manuel Santos Maia _ Espaço B) / Lição nº2 (de Mauro Cerqueira _ Espaço A)
Inauguração: dia 09 Maio 2009 às 16hPatente até dia 30 de Maio
Local: Espaço CampanhãHorários: 6ª feira e Sábado das 15H às 20H
Visitas por marcação de 2ª a 5ª feira: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com


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Programa:
09 de Maio, às 16H00_ inauguração das exposições individuais:Lição nº2 de Mauro Cerqueira (Espaço A) / alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia (Espaço B)
Lançamento da publicação Os joelhos em sangue sobre a neve Mauro Cerqueira
16 de Maio, às 16H00_ Silvestre Pestana apresenta a SL Fundação V/5


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Comissário: José Maia
Entidade promotora: Espaço Campanhã
Entrada: livre
Produção: Ana Catarina Farinha e Carla Filipe e Miguel Pinho
Design: Diogo Oliveira (ocorreiododiogo@gmail.com)
Fotografia: Pedro Magalhães
Montagem: Carla Filipe, Samuel Silva e Miguel Pinho.
Programação: José Maia e Miguel Pinho
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Responsável pelo espaço: Miguel Pinho
Mais informação:
Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com José Maia (responsável pelo programa de exposições) Tel: 93 32 88 141


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Contactos: Espaço Campanhã,Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) _ 4300-472 Porto
Tel: 912897580


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Lista de Obras da exposição Lição nº2 de Mauro Cerqueira:

Sem rumo – Serin and Rich
2009
Vídeo, cor, som, 31`06``
S/ título
2009
Instalação


S/ título
2009
Escultura em madeira

Os joelhos em sangue sobre a neve
2009
Publicação de artistas



Lista de Obras da exposição alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia

alheava_film
2006 – 2007
Vídeo, 35'10''
Vídeo realizado a partir de originais de filmes de 8mm, editados em Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo
Texto – Narrador: António Manuel Machado Maia
Argumento de Manuel Santos Maia
Captação Original (8mm): António Manuel Machado Maia
Pós-produção de imagem: José Roseira
Concepção sonora: Manuel Santos Maia
Mistura: Pedro Lima
Engenheiro de Som: Pedro Lima
Edição Vídeo: Manuel Santos Maia e José Roseira


alheava _ o que há para esquecer
2009
Instalação com selos, textos e objectos
Dimensões variáveis

alheava _ reconstrução
Ano: 2004
Instalação com maquetas, textos e objectos, som projecção de slides
Dimensões variáveis

alheava _ machamba e loja do mato
2005
Instalação com maquetas, textos, fotografias, objectos e projecção de slides
Dimensões variáveis


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Biografias dos artistas:
Manuel Santos Maia
Nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Vive e trabalha no Porto.
Licenciado em Artes Plásticas, vertente Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Expõe regularmente desde 1999, das exposições individuais destacam-se: parte do seu mundo no espaço Round the Corner, do Teatro da Trindade, em 2009, em Lisboa, alheava_o que há para esquecer na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, em 2008, alheava_Nampula na Galeria Quadrado Azul, no Porto, em 2005, alheava_reconstrução no Project Room, no Centro de Artes Visuais de Coimbra, em 2004, A casa onde às vezes Regresso na Galeria Museu Nogueira da Silva, em Braga, em 2003, alheava_dentro o mar no Salão Olímpico e alheava_intransit no projecto de Paulo Mendes, In.transit , no Artes em Partes, no Porto, em 2002. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se Where Are You From? – Contemporary Art from Portugal, na Faulconer Gallery, em Grinnell, em Iowa, nos EUA, em 2008, INTRO no Centro de Arte Contretype, em Bruxelas, na Bélgica e Depósito na Reitoria da Universidade, no Porto, em 2007, Busca Pólos no Pavilhão de Portugal, em Coimbra e no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, em 2006, Supermercado no Seilduken Gallery, em Oslo na Noruega, O contrato social – Museu Bordalo Pinheiro – Galeria, em Lisboa, e o Discurso do Excesso no Projecto Terminal – Hangar K7 - Fundição de Oeiras – Oeiras e Salon Européen des Jeunes Créateurs 2005 em Paris, em França, em 2005, Colecções de África – Etnografia/Arte Contemporânea - Centro Cultural, em Lagos, em 2004 e I like it hear can i stay? na galeria Zé dos Bois, em Lisboa


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Mauro Cerqueira
Nasceu em Guimarães, em 1982. Vive e trabalha no Porto. Estudou Artes/Desenho e Pintura na Escola Superior Artística do Porto – Extensão de Guimarães.
Expõe regularmente desde 2005. Das suas exposições individuais destacam-se, Derrapagem e Se morrer morri (Galeria Reflexus, Porto, de 2008), A Festa do Fim do Mundo (no espaço A Sala, Porto, 2008), Rocket Ship (no Projecto Apêndice, Porto, 2006) e Fuckers (Wasser-Bassin, Porto, 2006). Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se Prémio EDP-Novos artistas (Museu da Electricidade, 2009), está a morrer e não quer ver (Espaço Campanhã, 2009), Projecto Informal (Guimarães, 2008), antes de chegarem palavras (Espaço Campanhã, 2008), Pilot: 3 (apresentado em Veneza, Itáliae no Chelsea College of Arts & Design, Londres em, 2007), Operação Transbordo (Projecto Teleférico, Guimarães, 2006), Wacky Races, em colaboração com André Sousa (PÊSSEGOpráSEMANA, Porto, 2006), aranha. máquina. giz. (Laboratório das Artes, Guimarães, 2005)
Desde Janeiro 2008 gere com André Sousa o espaço Uma Certa Falta de Coerência.
Integrou diversos projectos de música alternativa como Flanela de Tal, Pornography, Locus e Morgue.
Em 2005, foi artista residente no “GARBA” - Giovani Artist residenti in Basilicata (young artists residence in Basilicata), em Itália


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Silvestre Pestana
Nasceu 1949 na cidade do Funchal ilha da Madeira.
Master in Arts- Art and Design Education pela De Montford University / Leicester, Inglaterra, 1998.
Participou 1969 na edição Hidra2 da poesia Experimental e na Exposição Banco Português do Atlântico.
Entre 1973 e 1984 realizou performances em Coimbra, Caldas das Rainha, Porto, V.N. de Cerveira, Almada, Viana do Castelo e Estocolmo. Em 1973 participa na edição da “Antologia da Poesia Concreta em Portugal”. Entre 1981 e 1983 foi autor de três “Computer Poems” para ZX81 e Spectrum. Em 1981 fundou com o pintor Henrique Silva e com o acordo de Abel Mendes o grupo de vídeo-arte "Videoporto". Em 1983 foi artista Convidado a participar no Ciclo de Perfomance Portuguesa - Centre Pompidou / França. Em 1984 co-organizador com Fernando Aguiar do livro " POEMOGRAFIAS – Perspectivas da Poesia Visual Po

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quinta-feira, 30 de Abril de 2009

NBP visitou o centro da cidade do Porto com Cristina Regadas e Manuel Santos Maia.
Fotografias de Cristina Regadas





NBP visitou as ruas e lugares da cidade do Porto com Paulo Mendes.

Fotografias da acção NBP desenvolvida por PAULO MENDES
no âmbito do projecto IN.TRANSIT
com a colaboração de MANUEL SANTOS MAIA.
Créditos fotográficos _ IN.TRANSIT / Arquivo Paulo Mendes 2009








NBP visitou o Mercado do Bolhão com Paulo Mendes.

Fotografias da acção NBP desenvolvida por PAULO MENDES
no âmbito do projecto IN.TRANSIT
com a colaboração de MANUEL SANTOS MAIA.
Créditos fotográficos _ IN.TRANSIT / Arquivo Paulo Mendes 2009











NBP visitou o Jardim da Cordoaria com Paulo Mendes.

Fotografias da acção NBP desenvolvida por PAULO MENDES
no âmbito do projecto IN.TRANSIT
com a colaboração de MANUEL SANTOS MAIA.
Créditos fotográficos _ IN.TRANSIT / Arquivo Paulo Mendes 2009



NBP visitou os "Treze a rir uns dos outros" de Juan Muñoz,
com Paulo Mendes.

Fotografias da acção NBP desenvolvida por PAULO MENDES
no âmbito do projecto IN.TRANSIT
com a colaboração de MANUEL SANTOS MAIA.
Créditos fotográficos _ IN.TRANSIT / Arquivo Paulo Mendes 2009
















NBP visitou o IN.TRANSIT com Paulo Mendes.

Fotografias da acção NBP desenvolvida por PAULO MENDES
no âmbito do projecto IN.TRANSIT
com a colaboração de MANUEL SANTOS MAIA.
Créditos fotográficos _ IN.TRANSIT / Arquivo Paulo Mendes 2009


segunda-feira, 27 de Abril de 2009

NBP visitou Uma certa falta de coerência
com Mauro Cerqueira e Pedro Magalhães.
Fotografias de Pedro Magalhães


NBP no estúdio
dos artistas Mauro Cerqueira e Pedro Magalhães.













































sexta-feira, 24 de Abril de 2009






CONVITE

25 de Abril (Dia da Revolução)
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Espaço Campanhã
15H00_Lançamento da publicação "Está a morrer e não quer ver" de Mauro Cerqueira
16H00_Conferência "Uma mudança de vida" por Ana Cristina Assis
18H30_Concerto “Hinos para a Europa dos 27” por Marçal dos Campos

-----------------------------------------------------------------------------------------------Está patente a exposição Está a morrer e não quer ver
-----------------------------------------------------------------------------------------------com:
Ana Deus, André Cepeda, André Sousa, António Caramelo, António de Sousa, Arlindo Silva, Beatriz Albuquerque, Carla Filipe, Carlos Noronha Feio, César Figueiredo, Cristina Regadas, Der Fehler, Eduardo Matos, Fidalgo de Albuquerque, Francisco Eduardo Roldão, Isabel Ribeiro, Israel Pimenta, João Marçal, José Almeida Pereira, Luís Figueiredo, Manuel Santos Maia, Marco Mendes, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Magalhães, Rita Castro Neves, Samuel Silva + Bolos Quentes, Sónia Neves, Vera Mota, Teixeira Barbosa.

Patentede 6ª feira a Sábado das 15H às 20H11 de Abril até 2 de Maio
-----------------------------------------------------------------------------------------------Conferência uma mudança de vida

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Esta breve apresentação tem como ponto de partida o pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo, e a perspectiva de mudança que ele lança. Uma reflexão sobre a capacidade singular da mulher no exercício social, profissional e cultural, a necessidade de uma consciência de cidadania, cuja acção passa inequivocamente por uma acção política; e, finalmente, uma reflexão sobre os processos de globalização, defendendo a ética do cuidado como variável fundamental na solução de uma equação que problematiza População, Qualidade de Vida e Capacidade de Carga da Terra.


Ana Cristina Assis, licenciada em Engenharia Têxtil pela Universidade do Minho e mestre desde 2008 em Literatura e Cultura Comparada pela FLUP. No âmbito da sua dissertação de mestrado, cruzou as perspectivas ecofeministas anglo-saxónicas desde os anos setenta com o pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo.
Na sua actividade profissional esteve sempre ligada à industria têxtil sobretudo na área da Ultimação, é empresaria estando desde Outubro num novo projecto industrial de tinturaria e lavandaria.

-----------------------------------------------------------------------------------------------Comissário: José MaiaEspaço CampanhãRua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) _ 4300-472 PortoVisitas por marcação: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com
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Assim, a “morte de Portugal” não significa que Portugal desapareça (Portugal “dura”, escrevia Eça de Queiróz durante a crise do Ultimatum; é, aliás, a sua grande virtude, não dar felicidade ao seu povo, mas durar, sobreviver, existir por existir, criando contínuas mitologias que justifiquem a sua existência), mas, sim, que o Portugal que as gerações nascidas até à década de 1960 conheceram, (…), se encontra em vias de desaparecimento, transfigurado em mais uma das inúmeras regiões da Europa, governado por técnicos medíocres que, lentamente, em nome da segurança internacional, da carência de recursos naturais, ou outra justificação, preparam uma futura ditadura tecnocrática. No futuro, porventura no virar deste para o próximo século, Portugal transformar-se-á em mais uma das inúmeras regiões singulares da Europa, culturalmente tão importante e exótico como a Alsácia ou a Andaluzia, guardando dentro de si, nos seus museus regionais ou nacionais, o retrato de uma velha cultura de 800 anos morta às mãos de um grupo de engenheiros e economistas sem espírito histórico, de uma tecnocracia sem rosto nem alma, para quem conta só, primeiro, a contabilidade das estatísticas, e, segundo, o sentido europeu das estatísticas. A História, a Cultura, a Identidade, o Espírito, o sentido individual e colectivo da Transcendência, a educação para partilha e a espiritualidade, são encarados, por esta mentalidade técnica, como meras cócegas da alma, jarrões da China sempre agradáveis de estar no hall de entrada da vivenda suburbana. (…) e o Estado, mais do que garantia da existência livre do cidadão, ter-se-á tornado no superior controlador da existência individual.
In “AMORTE DE PORTUGAL” de Miguel Real
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segunda-feira, 6 de Abril de 2009




Espaço Campanhã
inaugura 11 de Abril, às 16H00

a exposição Está a morrer e não quer ver



com:
Ana Deus, André Cepeda, André Sousa, António Caramelo, António de Sousa, Arlindo Silva, Beatriz Albuquerque, Carla Filipe, Carlos Noronha Feio, César Figueiredo, Cristina Regadas, Der Fehler, Eduardo Matos, Fidalgo de Albuquerque, Francisco Eduardo Roldão, Isabel Ribeiro, Israel Pimenta, João Marçal, José Almeida Pereira, Luís Figueiredo, Manuel Santos Maia, Marco Mendes, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Magalhães, Rita Castro Neves, Samuel Silva + Bolos Quentes, Sónia Neves, Vera Mota, Teixeira Barbosa

Patente
de 6ª Feira a Sábado das 15H às 20H
até 01 de Maio (Dia do Trabalhador)




25 de Abril, (Dia da Revolução) às 18H30
Concerto “Hinos para a Europa dos 27” por Marçal dos Campos




Comissário: José Maia


Espaço Campanhã_Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) _ 4300-472 Porto
Visitas por marcação: 912897580/
linha1@plataformacampanha.com


Lengalonga
Lengalonga Self made coisa e tal

fabricante de bandeira
kit-kat do capital
luna parque de fronteira.
Falocrata à paisana
pico pico saramico
sanduiche americana quem te deu tamanho bico
CEE tem-te não caias
cala e come a tua mão
menino saia das saias
homem não se quer chorão.
Ai não queres adeus viola
quem pode não sai de cima,
da foda não reza a escola

muito perdoa quem rima.

Muita carne de terceira
com molho tudo se engole.
Pergunta à alternadeira
se a moral não anda mole.
Central talvez nuclear
guerra sempre preventiva
gasolina pró jantar
que a gente em nada se priva.

Era uma vez um país
à beira mar chamuscado
porque Deus assim o quis
de cinza e negro pintado.
Era uma vez uma terra do lá vem um
lá vão dois
onde a carroça se enterra
terão de passar os bois.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra
a gente ladra ao luar, mas à luz do sol não ferra.

Gira lá roda da sorte
gosto de ouvir-te chiar
pois do berço até à morte
me deixarei embalar.
Caluda bolinha baixao
Salazar é que erao
povo a toque de caixa
nesses tempos quem me dera.
Futebol de canapé
nossa senhora da bola
tenho medo e tenho fé
cerveja com muita gola.
Ó Senhora dos parolos que fazes lá na azinheira
precisamos é de golos e missa futeboleira.
Se é pobre é porque tem culpa
se é preto tira-lhe a tosse
se é puta que pague a multa
e se é puto antes não fosse.
Se é bicha jaula com ela
se é bicho atira a matar
se é jovem não lhe dês trela
se é cota não tem lugar
se é doente já não presta
se é carente compre um cão
se é urgente não tem pressa
se caiu deixa-o no chão.

Rebéubéu
pardais ao ninho
Portugal engole sapos,
no sotão só macaquinhos
na cave gatos sapatos.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra
a gente ladra ao luar mas à luz do sol não ferra.

Letra de Regina Guimarães
Voz de Ana Deus
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=39129661






quinta-feira, 2 de Abril de 2009

está patente até
dia 4 de Abril
no Espaço Campanhã
Olha lá III _ Travelling

exposição de
Diana Rio
Francisco Eduardo
Francisco Queimadela
Helena Menino
Mariana Caló
Mónica Baptista


terça-feira, 17 de Março de 2009






Conversa de Café

21 de Março, às 17H00

com o atelier de design
Bolos Quentes

No dia 21 de Março, às 17H00, o atelier de design Bolos Quentes apresentará o seu trabalho, numa Conversa de Café, no Café Capri, em frente ao Espaço Campanhã, na Rua Pinto Bessa n.º 99. Os Bolos Quentes são
Albino Tavares
Duarte Amorim
Miguel Marinheiro
Sérgio Couto








“À partida poderia parecer pouco importante, secundário ou até mesmo insignificante. Afinal éramos quatro pessoas que não se conheciam bem e que partilhavam apenas de alguns esboços de ambições e do espaço para as concretizar. Parecia simples e linear que cada um tinha o seu propósito, o seu caminho, e que para o atingir, partilhar o mesmo espaço com quem estivesse disposto ao mesmo parecia, de facto, pouco importante, secundário, um meio para um fim. Nunca, no entanto, pareceu errado. Era aliás imperativo encontrar alguém com quem partilhar os custos de um espaço que era absolutamente necessário para aquilo que cada um se propunha a fazer. E à partida era sobretudo isto, um espaço. Há quem defenda que uma escolha, inconsciente ou não, é medida na sua validade não pelos caminhos que proporciona mas por aqueles que deixa de proporcionar. À partida poderia parecer assim, agora parece óbvio que não o foi. Não por ter sido a escolha certa, mas por ter sido feita porque acreditávamos nas pessoas com quem, por acaso, acabámos por partilhar o mesmo espaço. E então o espaço deixou de ser um espaço, tornou-se num projecto e se estes quatro anos foram um êxtase, este é, sem dúvida, o nosso orgasmo.”










Contactos:
Espaço Campanhã
Rua Pinto Bessa 122
Armazém 4. (atrás do BANIF)
4300-472 Porto
Mail:
linha1@plataformacampanha.com
Site: www.plataformacampanha.com

quinta-feira, 12 de Março de 2009


Espaço Campanhã
inaugura dia 14 de Março, às 16H00,

Olha lá III _ Travelling
exposição de artes plásticas de
Helena Menino
Mónica Baptista

patente até dia 4 de Abril

No próximo dia, 14 de Março, às 16H00, o Espaço Campanhã, no Porto, irá inaugurar a exposição Olha lá III _ Travelling, de Diana Rio, Francisco Eduardo, Francisco Queimadela, Helena Menino, Mariana Caló e Mónica Baptista.
O colectivo de artistas constituído por Diana Rio, Francisco Eduardo, Francisco Queimadela, Helena Menino, Mariana Caló e Mónica Baptista iniciou a sua colaboração artística em 2002, no Porto. Desde então, têm aprofundado conhecimentos teóricos e desenvolvido criações na área do cinema, vídeo, artes plásticas, artes performativas e comissariado.
Trabalhando em diferentes parcerias externas e internas ao colectivo, têm construído um corpo de trabalho em diferentes direcções.
Actualmente, encontram-se separados geograficamente e tentam dar continuidade ao trabalho realizado, às experiências desenvolvidas em comum e às relações artísticas criadas.
A sua condição enquanto colectivo reflecte-se, em termos conceptuais e formais, na obra Travelling que será apresentado no Espaço Campanhã e que constitui o terceiro momento do projecto artístico Olha lá.
Das actividades realizadas por este colectivo, destacam-se as exposições "Olha lá", "Olha lá II", "A melhor exposição do bairro", "Por Cortesia", o trabalho curatorial desenvolvido no Espaço JUP e a curta metragem "BOCA".


Exposição: artes plásticas
(instalação vídeo)

Título da exposição: Olha lá III _ Travelling
Artistas: Diana Rio, Francisco Eduardo, Francisco Queimadela, Helena Menino, Mariana Caló e Mónica Baptista
Inauguração: 14 de Março, às 16H00
Local: Espaço Campanhã
Patente até 4 de Abril
Horários: de 6ª feira a Sábado das 15H às 20H
Visitas por marcação: 912897580 /
linha1@plataformacampanha.com
Programa:
14 de Março, às 16H00_ inauguração da exposição Olha lá III _ Travelling
21 de Março, às 17H00_ Conversa de café com o atelier de design Bolos Quentes


Obra:
Olha lá III _ Travelling
2009
Instalação vídeo
Dimensões variáveis

Entidade promotora: Espaço Campanhã
Entrada: livre
Mais informação:
Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580/ linha1@plataformacampanha.com
José Maia (responsável pelo programa de exposições): tel: 93 32 88 141 /
Produção: Ana Catarina Farinha
Design: Bolos Quentes
Fotografia: Pedro Magalhães
Programação: José Maia e Miguel Pinho
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Biografias:
Diana Rio
Nasceu em 1983, em Viana do Castelo. Vive em Viana do Castelo e trabalha no Porto. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2007 frequenta a licenciatura na Facultad de Bellas Artes na Universidad Politécnica de Valencia - Espanha.
Co-fundadora de colectivos como: Forma-Cita - artistas curadores, do espaço JUP situado na rua Miguel Bombarda ,Porto; Bruno – Realizador/Produtor colectivo da curta-metragem "Boca" e colaboração com diversas Galerias de Arte.
Expõe desde 2001. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se "Olha Lá"(Porto/2005), Convento "Corpus Christi"(Porto/2006), "Olha lá II(Porto/2006)","Por cortesia"(Valencia/2008).



Francisco Eduardo
Nasceu em Aveiro, em 1984. Vive e trabalha no Porto. É Licenciado em Artes Plásticas - Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Expõe regularmente desde 2002. Das suas exposições individuais destacam-se, projecto individual - Francisco Eduardo, exposição em todas as galerias da rua miguel bombarda ao mesmo tempo (16), Porto 2006. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se "Ouve lá" em 2006, "Melhor exposição no bairro" 2007, "The Winner takes it all" em 2007.


Francisco Queimadela
Nasceu em Coimbra, em 1985. Vive e trabalha em Berlim. É Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Expõe regularmente desde 2005. Das suas exposições individuais destacam-se, QUEIMADELA no C.C.B., no Porto, em 2008. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se “Cheira Lá”,e “More or Less” no Porto em 2006; “Bordíllineos” em 2008 em Valência, Madrid e Porto, (exposição comissariada pelo colectivo valenciano “La Tejedora”); “Por Cortesia” em 2008 em Valência e “Taurino” em 2009 também em Valência.

Referencia ainda a realização do vídeo, em colaboração com Mariana Caló, para a peça Olhar o Perto, Olhar o Antes, pela companhia de teatro Marionet(Coimbra 08), assim como a co-produção da curta metragem Kispo (1ºprémio da Maratona Digital Imago 08 – Avid/Canon)



Helena Menino
Nasceu em Beja, em 1984. Vive e trabalha no Porto É Licenciada em Artes Plásticas /Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.(a frequentar o segundo ano do Mestrado de Práticas e Teoria do Desenho na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto).

Expõe desde 2001. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se "Olha Lá"(Porto/2005), "Olha lá II(Porto/2006)","A melhor exposição do bairro"(Porto/2007),"Por cortesia"(Valencia/2008), "igual e de outra maneira"(S.João da Madeira/2008), "Reservados"(Porto/2009)




Mariana Caló
Nasceu em Viana do Castelo, em 1984. Vive e trabalha em Berlim. É Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Expõe regularmente desde 2004. Entre as exposições colectivas em que participou entre 2005 e 2009 destaca, no Porto, Olha lá; Post it City; More or Less; Cheira Lá e Acervos; assim como Bordilíneos(Valência, Porto, Madrid); Jahre Ausstellung na HFBK (Dresden/Alemanha) e Por Cortesia (Valência.

De entre as outras actividades que desempenha, salienta a organização e participação desde 2006 nas residências artísticas anuais [espaço entre], que tiveram lugar em Pedrógão Pequeno (2006), no C.E.N.T.A. (2007) e na casa do artista Jaime Isidoro (2008). Desde 2008 também em conjunto com Francisco Queimadela, Catarina Artiaga e Sara Pereira formou a associação cultural PISO que está neste momento a desenvolver o projecto AVALANCHE que terá lugar em Junho de 2009 em Berlim e em Setembro de 2009 na cidade do Porto



Mónica Baptista
Nasceu em S. Paio de Oleiros, em 1984. Vai vivendo como pode e onde consegue. É Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Em 2005 junta-se ao grupo de comissariado da Galeria Espaço JUP levada a cabo pelo grupo Forma-Cita.
Nunca expôs regularmente sendo a maior parte do seu trabalho desconhecido. Tendo participado apenas em algumas exposições colectivas: " Olha Lá" em 2005, “Cheira Lá”em 2006 e “Por Cortesia” em 2008 em Valência.
Desenvolve também trabalho na área da fotografia e cinema de onde se destacam a co-produção da curta metragem "Kispo" em 2006, a co-produção da curta metragem de ficção "Boca" em 2008 e ainda o documentário "Territories", realizado no worhshop internacional de cinema "Cine-Train" que aconteceu na Rússia em 2008.




Mais informações relativas a
Diana Rio: www.cita-no.blogspot.com, rio.diana@portugalmail.pt
Francisco Eduardo:
www.chegamosontem.tk, franciscoerc@gmail.com
Francisco Queimadela:
http://franciscoqueimadela.googlepages.com, www.myspace.com/queimadela, www.opiso.blogspot.com, franciscoqueimadela@yahoo.co.uk
Helena Menino:
helenamenino@gmail.com
Mariana Caló:
http://calomarianacalo.googlepages.com, www.myspace.com/marianacalo, mail_marianacalo@yahoo.co.uk
Mónica Baptista:
baptista_monica@yahoo.co.uk
Bolos Quentes:
www.bolosquentes.sollec.org, bolosquentes@gmail.com


Contactos: Espaço Campanhã
Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) _ 4300-472 Porto

Tel: 912897580
Mail:
linha1@plataformacampanha.com
Site: www.plataformacampanha.com

O contexto do Espaço Campanhã:
Desde 1999 até ao presente ano, os espaços alternativos ao circuito comercial e institucional têm contribuído para uma maior oferta cultural na cidade do Porto.
Estes espaços dirigidos por mais de duas dezenas de jovens artistas plásticos, em colectivos formais ou informais, com programação dinâmica e diversificada que contempla as artes plásticas, as artes performativas, a música e a literatura, têm permitido que mais de uma centena de jovens artistas, desenvolvam o seu trabalho e o apresentem de forma regular.

Localizado na zona de Campanhã, na cidade Porto, o Espaço Campanhã, iniciou a sua actividade em Dezembro de 2008 com a exposição colectiva antes de chegarem palavras de Mauro Cerqueira, André Sousa e Renato Ferrão, marcando presença no mapa cultural da cidade e juntando-se a espaços como In.Transit, Petit Cabanon, a Sala, Mad Woman in the Attic, Uma Certa Falta de Coerência e Maus Hábitos, O Senhorio, Extéril, Espaço Ilimitado, entre outros.



O Programa de exposições do Espaço Campanhã:
Durante o próximo ano, o Espaço Campanhã apresentará um número significativo de obras, que darão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, instalação, vídeo, som ou performance, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e artistas afirmados nos últimos vinte anos.

A programação do Espaço Campanhã contempla:
exposições colectivas temáticas que pela reunião de um conjunto de obras, de diferentes artistas, num mesmo espaço, nos permitirão ver e confrontar diversas perspectivas da temática abordada,

exposições individuais que apresentam ligações ou propõem um diálogo entre trabalhos recentes e trabalhos realizados em anos anteriores,

exposições de projectos criados especificamente para o Espaço Campanhã e
mostras organizadas por colectivos de artistas, formais ou informais, cujo corpo de trabalho contemple o pensamento, a criação e a investigação artística contemporânea.

Paralelamente às exposições, serão apresentadas outras criações, do(s) artista(s) patentes ou de artista(s) que não participam na exposição, realizadas na mesma área de intervenção artística ou numa outra área distinta, bem como conversas, debates ou conferências que permitam empreender ou ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o pensamento contemporâneo.

Em simultâneo e ou no intervalo entre duas exposições, o Espaço Campanhã apresentará mostras de vídeo, performance, música e conferencias organizadas pelos seus colaboradores.




Próxima exposição:

11 Abril de 2009
Está a morrer e não quer ver


A presença ou ausência de imagens e as visões de ontem e de hoje do Porto e de Portugal, de Portugal na Europa, da Europa em Portugal, de Portugal no Mundo, do Mundo em Portugal, da Europa e de Portugal no Porto e do Porto em Portugal e na Europa serão apresentadas nesta exposição colectiva temática, que reunirá mais de duas dezenas de artistas plásticos.


Exposições futuras:

Colectivo Embankmentconstituído por Jonhathan Saldanha, Maria Mire e Aida Castro, criadores que têm desenvolvido paralelamente ao seu trabalho artístico (individual ou em colectivo) a investigação teórica enquadradas nas práticas artísticas contemporâneas, nas áreas do vídeo, do som e na relação da arte com outras ciências e estas com a tecnologia.

Colectivo A MulaO Colectivo A Mula, de Marco Mendes e Miguel Carneiro, reunirá numa mostra de desenhos e murais, numa feira de publicações de artistas e em conversas, um número significativo de criadores de diferentes áreas (como o desenho, a banda desenhada, a ilustração, a pintura, entre outras,) que adicionarão ao universo das artes plásticas muitos outros universos singulares, inscrevendo no campo artístico múltiplas realidades que nos darão conta de inquietações pessoais e ou sociais.

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

THESE THINGS TAKE TIME
exposição individual de artes plásticas
de
Carla Filipe
patente até dia 21 de Fevereiro no Espaço Campanhã
fotografias de Paulo Mendes

Carla Filipe, faz parte de um grupo de artistas que durante os últimos anos tem dinamizado o panorama artístico na cidade do Porto, organizando mostras de artes plásticas e performance em espaços geridos por artistas.
Com percurso artístico iniciado no final de 1990, Carla Filipe tem desenvolvido um corpo de trabalho que compreende a relação entre a linguagem escrita e a linguagem visual. Nas esculturas, pinturas, desenhos, instalações, performances, livros de artistas, folhetos, cartazes, e nas colaborações com publicações nacionais, Carla Filipe, inscreve em narrativas abertas, o indivíduo, o(s) grupo(s) e ou colectivo(s), os momentos, acontecimentos e histórias, nacionais e ou globais que dão conta de ensejos e desassossegos individuais, de conjuras artísticas, de enfermidades culturais, de mal-estares sociais e de indisposições políticas.

Na exposição THESE THINGS TAKE TIME, a artista, dá continuidade ao corpo de trabalho que tem vindo a desenvolver, apresentando quatro esculturas, duas instalações, uma intervenção site-specific no jardim do Espaço Campanhã e uma acção performativa que será realizada no dia de inauguração, às 17H00 e da qual resultará uma instalação.



Conversa de Café com Inês Moreira _ Conferência: Micro práticas espaciais.

No dia 21 de Fevereiro, às 18H00, dia de encerramento da exposição, a arquitecta e curadora Inês Moreira apresentará numa Conversa de Café a conferência Micro práticas espaciais, no Café Capri, em frente ao Espaço Campanhã, na Rua Pinto Bessa n.º 99.

As práticas curatoriais contemporâneas vêm experimentando transformações. Surgem conexões no campo de actuação tradicionalmente delimitado pelas Humanidades e disciplinas como a História, a Filosofia, ou a Sociologia em espaços convencionados da Arte - galeria, museu - com outras áreas da Teoria e, fundamentalmente, com actuações que partem da Prática. Na sua pesquisa académica, Inês Moreira, tem-se debruçado sobre "Micro práticas espaciais", colaborações entre artistas / arquitectos / produtores / curadores / artesãos / estudantes / comunidades, focando a conceptualização, a concepção e as modalidades de produção crítica activadas por autores e investigadores quando implicados na prática. As suas produções materializam-se em exposições, objectos, espaços e eventos fortemente posicionados no campo da reflexão crítica.
Na Conversa de Café do Espaço Campanhã, Inês Moreira abordará um pequeno conjunto de práticas emergentes de arte/arquitectura que vêm exercitando e reinventado modalidades híbridas de relação entre artista-arquitecto-produtor-curador, para propor uma discussão sobre o que considera serem modalidades de conhecimento curatorial extradisciplinar.


Exposição: individual de artes plásticas
(escultura, instalação, performance e intervenção site-specific )

Título da exposição: THESE THINGS TAKE TIME

Artista: Carla Filipe

Inauguração: 24 de Janeiro, às 16H00
Local: Espaço Campanhã
Patente até 21 de Fevereiro
Horários: de 6ª feira a Sábado das 15H às 20H

Visitas por marcação: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com
Programa:

24 de Janeiro,
16H00
inauguração da exposição THESE THINGS TAKE TIME

17H00
acção performativa por Carla Filipe

21 de Fevereiro,
18H00
Conversa de Café com Inês Moreira,
conferência: Micro práticas espaciais
(no Café Capri, na Rua Pinto Bessa n.º 99, ao lado dos CTT)
Comissário: José Maia
Entidade promotora: Espaço Campanhã
Entrada: livre
Mais informação: Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580/
linha1@plataformacampanha.com
José Maia (responsável pelo programa de exposições): tel: 93 32 88 141 /
Programação: José Maia e Miguel Pinho
Produção: Ana Catarina Farinha
Design: Luís Ricardo
Fotografia: Pedro Magalhães
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Contactos: Espaço Campanhã,
R. (à Campanhâ, atrás do BANIF, ao lado da oficina AUTO V.A.) _ 4300-472 Porto
Tel: 912897580
Mail:
linha1@plataformacampanha.com
Site: www.plataformacampanha.com


Biografias:
Carla Filipe
Nasceu em Requeixo, Aveiro, em 1973. Vive e trabalha no Porto. É Licenciada em Artes Plásticas, vertente escultura e mestre em "Práticas artísticas contemporâneas" pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.Expõe regularmente desde 2000. Das suas exposições individuais destacam-se, « Desertar» no InTransit, no Porto, em 2007, «Obrigado pela conversa » no espaço a Sala, no Porto, em 2006, «Wihtout Name» na Galeria Quadrado Azul, no Porto, em 2005 e « Zona de Estar» no Salão Olímpico, no Porto, em 2004. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se «Part-ilha» no Spike Island, em Bristol, em 2008, «INTRO» no Contretype, em Bruxelas em 2007 e «Antimonumentos» Galeria António Henriques, Viseu, no mesmo ano, «Tóxic- O Discurso do Excesso», no projecto Terminal, em Oeiras, em 2005, «Busca Pólos» no Pavilhão Centro de Portugal, Coimbra e Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, em 2006 e «O Homem Invisível» na ZDB, Lisboa, em 2004.Entre 2006 e 2008, com Isabel Ribeiro, foi co-responsável pelo programa de exposições do Projecto Apêndice e entre 2003 e 2005, com Eduardo Matos, Isabel Ribeiro, Renato Ferrão e Rui Ribeiro, foi co-responsável pela programação do espaço Salão Olímpico e co-organizou mostras de artes plásticas e artes performativas.



Inês Moreira
Nasceu no Porto, em 1977 onde vive e trabalha. Arquitecta (FAUP 2001). Mestre em Teoria da Arquitectura e Cultura Urbana (UPC, Barcelona, 2003). Iniciou tese de Doutoramento sobre comissariado e conhecimento no Programa Curatorial/Knowledge, no Goldsmiths College, University of London, com o tema "Performing Building Sites".Vem experimentando colaborações entre arquitectura, arte e investigação sobre hibridação disciplinar e vem desenvolvendo comissariados e montagens espaciais de projectos institucionais e independentes.Foi coordenadora do Laboratório de Arte Experimental do Instituto das Artes do Ministério da Cultura (2003-2005). Co-fundadora da Plano 21, Associação Cultural e do petit CABANON


Mais informações relativas a
Carla Filipe: http://carla-filipe.blogspot.com, carlasofiafilipe@gmail.com
Inês Moreira: www.petitcabanon.blogspot.com, inexmoreira@